Uma investigação policial na Pensilvânia, nos Estados Unidos, levou a uma descoberta considerada chocante pelas autoridades: mais de cem ossadas humanas foram encontradas no porão da residência de um homem de 34 anos. O caso veio à tona após meses de apuração envolvendo denúncias de vandalismo e arrombamentos em cemitérios da região.
O suspeito, identificado como Jonathan Gerlach, foi preso na noite de terça-feira e agora enfrenta cerca de 500 acusações criminais. Segundo as autoridades, ele é investigado por coletar restos mortais humanos obtidos a partir da profanação de túmulos, mausoléus e monumentos funerários, principalmente em áreas próximas à cidade da Filadélfia.
Ossadas em diferentes estados de conservação
Durante a operação, os agentes encontraram crânios, ossos soltos, pés mumificados e partes de corpos em decomposição armazenados no porão da casa. Os restos mortais estavam organizados de formas distintas: alguns pendurados, outros reunidos em fragmentos e parte disposta em prateleiras.
De acordo com investigadores, os materiais recolhidos apresentam idades variadas. Algumas ossadas teriam aproximadamente 200 anos, enquanto outras são consideradas recentes. Há indícios, inclusive, de que entre os restos mortais estejam ossos de bebês com poucos meses de vida, o que ampliou o impacto emocional do caso.
Investigação aponta profanação de cemitérios
A prisão de Gerlach foi resultado de uma investigação que durou vários meses e teve início após uma série de invasões registradas no cemitério Mount Moriah. Pelo menos 26 mausoléus e criptas teriam sido violados no local, segundo a polícia.
Durante as diligências, agentes localizaram ossos e crânios no banco traseiro de um veículo estacionado próximo a um cemitério abandonado nos arredores da Filadélfia. Pouco depois, o suspeito foi detido quando deixava uma dessas áreas, reforçando as suspeitas de envolvimento direto nos crimes.
Caso causa comoção e perplexidade
Autoridades do condado de Delaware classificaram a cena encontrada na residência como algo “inimaginável”, comparando a situação a um cenário de filme de terror. Segundo a polícia, o trabalho agora é identificar a origem das ossadas e tentar determinar a quem pertencem os restos mortais recolhidos.
A investigação segue em andamento, com equipes forenses analisando cada material apreendido. O caso também levantou preocupações sobre a segurança de cemitérios históricos e a preservação de locais funerários na região.
Jonathan Gerlach permanece sob custódia e deve responder judicialmente por centenas de crimes relacionados à violação de sepulturas, posse ilegal de restos humanos e outros delitos associados.
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