Um café produzido a partir de grãos ingeridos e eliminados pela ave conhecida como jacu tem chamado atenção pelo alto valor no mercado. Comercializado a cerca de R$ 1.530 o quilo, o produto é desenvolvido na Fazenda Camocim, no Espírito Santo, e utiliza um processo totalmente manual, desde a coleta até a torra.
A produção começa após a ave consumir os frutos do café. Os grãos passam pelo sistema digestivo do animal e são posteriormente coletados manualmente pelos trabalhadores da propriedade. Em seguida, passam por etapas de higienização, secagem, seleção e armazenamento, incluindo um período em câmara fria antes da torra.
O responsável pela fazenda, Henrique Sloper, afirma que a ideia surgiu após a presença recorrente das aves na plantação. Segundo ele, o jacu atua como um selecionador natural, consumindo apenas frutos maduros, o que contribui para a qualidade final do produto.

Mesmo com produção anual limitada, estimada em cerca de três toneladas, o café tem mercado internacional e é exportado para países como Japão, França e Inglaterra, onde pode alcançar valores ainda mais elevados. No Brasil, o produto também vem ganhando espaço entre consumidores de cafés diferenciados.
Comparado ao café arábica tradicional e até mesmo a lotes premiados de cafés especiais, o valor do café do jacu é significativamente superior, reflexo da baixa escala de produção e da complexidade do processo.
Além do preço, o produto apresenta características próprias, como menor teor de cafeína, resultado do consumo parcial da substância pela ave. O método de produção, aliado ao contexto ambiental da fazenda, também é associado a práticas de agricultura regenerativa.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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