Cachorro é baleado durante ação policial no RS e caso passa a ser investigado; episódio reacende debate sobre maus-tratos e proteção animal.
Um cachorro foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma abordagem realizada por policiais militares em Campo Alegre, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite de terça-feira (27). O animal, conhecido na vizinhança como Negão, foi resgatado por uma organização não governamental da cidade e encaminhado para atendimento veterinário. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde.
Segundo relato de um dos policiais envolvidos na ocorrência, o disparo teria ocorrido após o animal avançar contra a equipe durante a ação. A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou que as circunstâncias do fato e a conduta dos agentes já estão sendo apuradas por meio de procedimento interno.
O episódio ocorre em meio a um cenário recente de repercussão nacional envolvendo casos de violência contra animais. Em Santa Catarina, o caso do cão conhecido como Orelha chamou atenção após ele ter sido agredido por quatro adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia.
No andamento das investigações relacionadas ao caso catarinense, a Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir testemunhas. Os indiciados seriam familiares de adolescentes apontados como autores das agressões que levaram à morte do animal e que também teriam ligação com outros episódios de violência contra cães na região.
No Brasil, os maus-tratos a animais são tipificados como crime pela Lei nº 9.605, de 1998, que prevê penas de detenção e multa. Em 2020, a Lei nº 14.064 ampliou a punição especificamente para casos envolvendo cães e gatos, estabelecendo pena de reclusão de dois a cinco anos.
A Resolução nº 1.236, de 2018, do Conselho Federal de Medicina Veterinária também define critérios para identificar situações de crueldade, abuso e maus-tratos, orientando profissionais a comunicar autoridades competentes. A norma ainda estabelece diretrizes para procedimentos como eutanásia e transporte de animais, com o objetivo de reduzir o sofrimento.
O caso registrado no Rio Grande do Sul permanece sob investigação, enquanto entidades de proteção animal acompanham o desdobramento das apurações e reforçam a necessidade de rigor na análise de ocorrências que envolvam violência contra animais.

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