BRDE destina R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde para financiar projetos no Paraná

BRDE destina R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde para financiar projetos no Paraná

Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul amplia recursos do Fundo Verde e de Equidade, com novo aporte para projetos socioambientais no Paraná.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul aprovou a destinação de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. O novo aporte tem como base o lucro líquido obtido pelo banco em 2025 e foi divulgado em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Nos três estados de atuação do BRDE, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o valor total destinado ao Fundo Verde e de Equidade neste novo ciclo chega a R$ 10,82 milhões. Segundo o banco, a aplicação respeita o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento se aproxima de R$ 40 milhões desde 2021.

O Fundo Verde e de Equidade foi criado pelo BRDE como instrumento operacional e financeiro para apoiar projetos socioambientais e climáticos com recursos não reembolsáveis. As iniciativas contempladas devem apresentar potencial de impacto positivo e podem receber até R$ 200 mil por projeto, conforme os critérios definidos pelo banco.

Os recursos podem ser destinados a ações de preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável de recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade.

O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, afirmou que o novo aporte está relacionado à estratégia da instituição de reinvestir parte de seus resultados em projetos de interesse público.

“O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.

No Paraná, os valores serão aplicados em projetos enquadrados nas regras do Fundo Verde e de Equidade. A seleção leva em conta a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de apresentar resultados mensuráveis nos territórios atendidos.

O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destacou que a vinculação de parte do lucro líquido ao fundo reforça a política de uso de recursos próprios em iniciativas de interesse coletivo.

“Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.

O Fundo Verde integra um conjunto de medidas do BRDE voltadas à geração de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento complementa a atuação tradicional do banco em financiamento, permitindo apoio direto a projetos nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.

A atuação do BRDE nos três estados do Sul também envolve iniciativas relacionadas a dois biomas presentes na região: a Mata Atlântica e o Pampa. Os projetos apoiados podem envolver conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com potencial ambiental e turístico.

Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar projetos alinhados às demandas ambientais e produtivas do Estado.

“Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.

O projeto de créditos de biodiversidade citado pelo superintendente é desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE. A iniciativa busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural, por meio de créditos certificados e rastreáveis.

Com o novo aporte, o BRDE amplia a disponibilidade de recursos para projetos socioambientais no Paraná e nos demais estados do Sul. A aplicação dos valores dependerá do enquadramento das propostas às regras do Fundo Verde e de Equidade e da avaliação técnica sobre os resultados esperados em cada território.

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