Bebê de 1 ano e 4 meses passa por cirurgia de urgência em Divinópolis após cair da cama com um carregador, que ficou cravado no crânio; criança se recupera sem sequelas aparentes.
Uma bebê de 1 ano e 4 meses precisou passar por uma cirurgia de urgência após cair da cama enquanto segurava um carregador de celular, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Durante a queda, o pino do carregador perfurou o crânio da criança, exigindo atendimento médico imediato.
Exames de imagem realizados no hospital apontaram que o objeto atravessou o crânio e ficou alojado na região frontal da cabeça da bebê, o que levou a equipe médica a encaminhá-la diretamente para o bloco cirúrgico. O procedimento foi realizado para a retirada segura do corpo estranho e para reduzir o risco de complicações neurológicas e infecciosas.
Após a cirurgia, a criança permaneceu internada por cerca de 36 horas no Centro de Terapia Intensiva e, posteriormente, recebeu alta médica, sem sinais aparentes de sequelas. Segundo o médico responsável pelo atendimento, a principal hipótese é que a bebê tenha caído da cama enquanto manuseava o carregador, que estava ao alcance no momento do ocorrido. A criança teria ficado sozinha por um curto período no quarto, tempo suficiente para que a queda acontecesse.
O neurocirurgião Bruno Castro explicou que a forma como o objeto atingiu a cabeça poderia ter provocado consequências ainda mais graves, como lesão ocular ou perda da visão. Ele destacou que a intervenção rápida foi fundamental para evitar agravamentos e contribuir para a boa evolução clínica.
De acordo com o especialista, casos desse tipo exigem rapidez no atendimento principalmente pelo risco elevado de infecção. Carregadores de celular são objetos contaminados por germes e bactérias e, quando atingem o sistema nervoso central, podem provocar quadros graves, como meningite, além de hemorragias intracranianas. A retirada imediata do objeto foi considerada decisiva para impedir essas complicações.
Apesar da recuperação considerada favorável, a criança seguirá em acompanhamento médico. O profissional explicou que perfurações no crânio podem deixar cicatrizes no cérebro, o que, em alguns casos, pode desencadear crises convulsivas ou epilepsia ao longo do tempo. Ainda assim, ressaltou que o cérebro infantil apresenta elevada capacidade de recuperação.
O caso ocorreu em Divinópolis e segue sob acompanhamento da equipe médica responsável, que avalia a evolução clínica da criança como positiva até o momento.

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