Ator de ‘De Volta para o Futuro’ é processado por modelo que alega ter sido mantida como “escrava sexual” em Los Angeles

Ator de ‘De Volta para o Futuro’ é processado por modelo que alega ter sido mantida como “escrava sexual” em Los Angeles

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O ator Crispin Glover, conhecido por interpretar o pai de Marty McFly na trilogia De Volta para o Futuro, enfrenta um processo judicial movido por uma mulher que o acusa de fraude, agressão e coerção. A ação foi revelada pelo jornal britânico Daily Mail e corre na Justiça dos Estados Unidos.

Identificada sob o pseudônimo Jane Doe, a autora da ação, de 30 anos, afirma que foi convencida a deixar o Reino Unido após o ator prometer moradia e trabalho em Los Angeles. Segundo o processo, ao chegar aos Estados Unidos, ela teria descoberto que a proposta não correspondia ao que havia sido acordado.

De acordo com os documentos judiciais, a mulher sustenta que passou a ser tratada como “namorada” contra sua vontade e que teria sido submetida a controle constante de seus movimentos. Ela afirma que o ator monitorava seus deslocamentos, restringia suas interações e tentava limitar suas saídas de casa.

A denúncia também relata que, em determinado episódio, ao sair para frequentar uma mesquita — prática ligada à sua religião — teria sido impedida de retornar à residência, ficando do lado de fora do imóvel. A autora afirma que, após o ocorrido, ficou sem moradia.

Outro ponto citado no processo envolve os animais de estimação da mulher. Segundo a acusação, os gatos teriam sido retirados da casa pelo ator, o que provocou uma discussão que teria evoluído para agressão física. A mulher relata ter sido imobilizada com um golpe conhecido como “chave de braço”. Após o episódio, o ator teria acionado a polícia e solicitado uma medida protetiva, que ela classifica como indevida.

O processo inclui acusações de agressão, fraude, despejo irregular, imposição intencional de sofrimento emocional e violação da Lei de Direitos Civis Tom Bane, legislação da Califórnia que trata de intimidação e restrição de direitos por meio de ameaças ou violência.

A autora afirma ainda ter transtorno do espectro autista e sustenta que as conversas com o ator começaram em 2015, evoluindo ao longo dos anos até sua mudança para Los Angeles, no início de 2024. Segundo o relato, ela teria vendido bens na Europa para custear a mudança. Já nos Estados Unidos, afirma que era esperado que trabalhasse sem remuneração e mantivesse um relacionamento contra sua vontade.

A defesa de Crispin Glover apresentou versão distinta dos fatos. Em nota, os advogados afirmam que, em 2 de março de 2024, o ator teria sido vítima de agressão não provocada dentro de sua residência. Segundo a declaração, a polícia de Los Angeles foi acionada, compareceu ao local e efetuou a prisão da mulher.

A defesa sustenta que os registros policiais e a medida protetiva solicitada na época comprovam a versão apresentada pelo ator. O comunicado acrescenta que ele pretende se defender de forma contundente e considera a ação judicial “uma invenção sem fundamento”.

O caso deve seguir tramitando na Justiça norte-americana, onde as alegações de ambas as partes serão analisadas. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o mérito das acusações.

A repercussão do processo reacende debates sobre relações de poder, consentimento e eventuais abusos envolvendo figuras públicas. Enquanto a Justiça apura os fatos, as versões apresentadas permanecem sob análise judicial.

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