Proposta apresentada na Assembleia Legislativa do Paraná reconhece o café como patrimônio estadual e prevê integração entre universidades, escolas técnicas e produtores para fortalecer a cadeia produtiva.
O deputado estadual Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, apresentou projeto de lei com o objetivo de fortalecer a integração entre educação, inovação e cafeicultura no Estado. A proposta reconhece o café como patrimônio histórico, cultural e econômico do Paraná e estabelece diretrizes para aproximar universidades, escolas técnicas e produtores rurais.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca criar ambiente favorável à inovação no setor agrícola, promovendo a conexão entre conhecimento acadêmico e práticas tradicionais dos produtores. “Estamos conectando o conhecimento acadêmico ao saber tradicional do produtor rural. O café faz parte da nossa história e pode ser também um vetor estratégico de desenvolvimento, com mais tecnologia, sustentabilidade e geração de oportunidades para a juventude”, afirma Curi.
O texto prevê incentivo à inovação e à sustentabilidade na cadeia produtiva, estímulo à formação técnica e científica nas áreas relacionadas à cafeicultura e promoção da troca de conhecimentos entre instituições de ensino e produtores. “O projeto foi elaborado com o propósito de promover o desenvolvimento humano, econômico e sustentável das regiões produtoras de café no Estado”, explica o deputado.
Entre as medidas propostas estão a concessão de bolsas de pesquisa e estágio em colégios agrícolas e universidades estaduais, programas de intercâmbio em polos cafeicultores, criação de laboratórios para pesquisas de campo e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas voltadas à gestão da produção. A proposta inclui ainda o desenvolvimento de softwares para auxiliar na análise de questões climáticas e no controle de pragas agrícolas.
O projeto também prevê a criação de plataforma digital baseada em pesquisas realizadas por instituições públicas, com o objetivo de orientar produtores em tempo real sobre práticas agrícolas e condições climáticas. A iniciativa autoriza a celebração de convênios e parcerias com organizações públicas e privadas, nacionais e internacionais, para fomentar pesquisas e ações de inovação.
Outra previsão é a instituição do Certificado de Inovação Cafeeira, que poderá ser concedido ao café cultivado conforme as diretrizes estabelecidas na nova legislação. “A proposta reforça o compromisso com o desenvolvimento regional e com a modernização da produção agrícola”, afirma Curi. “O Paraná tem tradição e vocação na cafeicultura. Com maior integração, podemos transformar essa vocação em mais renda, empregos e sustentabilidade”, conclui.

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