As perspectivas de Donald Trump na busca pela presidência e o retorno à casa branca

Com as prévias das eleições presidenciais dos Estados Unidos em andamento, cresce a possibilidade de um novo embate entre Joe Biden e Donald Trump, relembrando o confronto de 2020. Embora os candidatos oficiais só sejam anunciados nas convenções nacionais, analistas e pesquisas indicam que Biden e Trump estão em posições fortes em seus respectivos partidos.

O presidente Biden conquistou a primária de New Hampshire com folga, indicando que é o favorito para a escolha democrata. O próximo teste será na primária da Carolina do Sul, onde se espera que mantenha seu domínio. No entanto, a ex-governadora Nikki Haley ainda se mantém como concorrente, prometendo continuar a disputa.

Pesquisas recentes apontam Biden com 37% e Haley com 38% em uma possível disputa. No entanto, uma parcela considerável dos eleitores manifesta cansaço com os mesmos candidatos, e 18% dizem que podem não votar se a eleição for entre Biden e Trump.

Um dos desafios que o presidente enfrenta é a preocupação com sua idade. Caso seja reeleito, terá 82 anos na posse em 2025. Enquanto Trump, com 77 anos, não enfrenta a mesma desconfiança em relação à sua capacidade de governar. Pesquisas mostram que 74% consideram Biden muito velho para governar, e sua aprovação está abaixo de 40% desde abril de 2022.

Além disso, Biden enfrenta a necessidade de mobilizar jovens eleitores, que têm baixa aprovação e são menos propensos a votar em geral. A base democrata aposta em apresentar a corrida como uma batalha pela democracia e destacar a turbulência do governo Trump.

A economia e a inflação são questões cruciais para os eleitores. Embora a economia americana tenha mostrado recuperação, muitos eleitores não percebem isso em seus bolsos. Trump é visto por alguns como alguém que presidiu uma economia mais robusta.

A recuperação econômica até novembro pode ser um trunfo para Biden, mas eventuais imprevistos, como uma crise econômica, poderiam prejudicá-lo. A conexão entre economia e eleições fica mais fraca em um cenário político polarizado, mas ainda pode influenciar os eleitores indecisos.

Donald Trump mantém uma base eleitoral fiel, porém limitada. Para vencer em novembro, precisa unificar seu partido e atrair eleitores fora de sua base. Alguns eleitores de Nikki Haley, que não votariam em Trump, demonstram que o ex-presidente pode ter dificuldades na eleição geral.

A política externa é outra questão. Os conflitos internacionais durante o mandato de Biden, como as guerras na Ucrânia e em Gaza, geraram desaprovação em parte dos eleitores. Questões como o conflito em Gaza podem afetar sua base de apoio.

A questão da imigração pode ser uma vulnerabilidade para Biden, visto que Trump é considerado forte no enfrentamento da imigração ilegal. Mudanças de tom recentes de Biden sobre o fechamento da fronteira refletem uma tentativa de lidar com essa questão.

Apesar de a política externa e a imigração serem desafios, as eleições costumam ser decididas por questões domésticas e sociais, a menos que ocorra um grande evento internacional próximo à votação. Portanto, a habilidade de ambos os candidatos em abordar as preocupações dos eleitores americanos será fundamental na corrida presidencial de 2024.

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