Foto: Aquisição do JH Wade Fund 1987.1, Museu de Arte de Cleveland (Domínio Público)
Um pequeno artefato encontrado em um antigo assentamento do Egito está ajudando arqueólogos a compreender melhor a relação entre lazer, espiritualidade e simbolismo nas sociedades antigas. O objeto, que possui uma cabeça de leão esculpida em ametista e figuras douradas de babuínos, teria começado como peça de um jogo de tabuleiro antes de ganhar uso religioso e místico séculos depois.
A descoberta ganhou destaque após análise divulgada em reportagem da Live Science. Segundo os pesquisadores, o artefato tem cerca de 2 mil anos e apresenta sinais claros de reutilização ao longo do tempo.
Peça pode ter pertencido ao jogo senet
Os arqueólogos acreditam que o objeto tenha sido originalmente utilizado no “senet”, um dos jogos mais populares do Egito Antigo. O passatempo era bastante difundido entre diferentes classes sociais e frequentemente aparecia representado em pinturas, tumbas e objetos funerários.
O item encontrado possui acabamento refinado e detalhes esculpidos dos dois lados. Em uma das extremidades aparece uma cabeça de leão confeccionada em ametista roxa. Na base, pequenas figuras de babuínos feitas de ouro reforçam a complexidade artística da peça.
Com o passar do tempo, no entanto, o objeto parece ter deixado de ter apenas uma função recreativa.
Durante os estudos, os pesquisadores identificaram alterações feitas posteriormente no artefato. Um pequeno orifício produzido na estrutura sugere que a peça passou a ser utilizada como pingente ou amuleto preso ao corpo.
Segundo os arqueólogos, isso indica uma mudança importante na finalidade do objeto, que provavelmente ganhou significado espiritual ou mágico dentro da sociedade egípcia.
A reutilização de peças do cotidiano em práticas religiosas não era incomum no Egito Antigo. Muitos artefatos eram reinterpretados ao longo dos anos e passavam a integrar rituais de proteção, devoção ou simbolismo espiritual.
Babuínos tinham forte ligação com crenças egípcias
Outro elemento que chamou a atenção dos especialistas foi a presença das figuras de babuínos. Na cultura egípcia, esses animais apareciam frequentemente associados ao deus Thoth, divindade ligada ao conhecimento, à escrita, à sabedoria e à magia.
Os babuínos eram vistos como animais sagrados em algumas representações religiosas e podiam simbolizar proteção espiritual e inteligência. A presença dessas figuras reforça a hipótese de que o artefato adquiriu importância além do entretenimento.
Os pesquisadores também observaram marcas de desgaste na superfície da peça, indicando que ela permaneceu em uso por um longo período antes de ser enterrada ou abandonada.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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