Arqueólogos identificam túmulo de soldado morto por febre amarela há mais de 150 anos nos EUA

Arqueólogos identificam túmulo de soldado morto por febre amarela há mais de 150 anos nos EUA

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Uma equipe de arqueólogos do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos localizou o antigo local de sepultamento de um soldado do Exército norte-americano que morreu há mais de 150 anos, durante um surto de febre amarela. A descoberta ocorreu no Parque Nacional Dry Tortugas, na Flórida, durante uma análise prévia para a instalação de uma torre de rádio.

Os pesquisadores utilizavam tecnologia de radar de penetração no solo quando identificaram uma estrutura subterrânea compatível com uma sepultura antiga. Após estudos complementares, foi confirmado que o local correspondia ao túmulo de George Tupper, militar de 22 anos que faleceu em 6 de outubro de 1873, em Fort Jefferson.

Na época, o local enfrentava um surto de febre amarela que resultou na morte de outras 13 pessoas. O contexto sanitário era precário, já que ainda não se conheciam as formas de transmissão da doença. A água consumida pelos militares era dessalinizada e armazenada em recipientes abertos, o que favorecia a proliferação de mosquitos transmissores.

Arqueólogos identificam túmulo de soldado morto por febre amarela há mais de 150 anos nos EUA
Foto: Serviço Nacional de Parques dos EUA

A morte do jovem soldado ocorreu em um período marcado também pela aproximação de um furacão, o que impediu que ele fosse enterrado em um cemitério militar fora da fortaleza, como era prática comum. Registros históricos indicam que o corpo foi sepultado provisoriamente em uma vala próxima ao campo de desfiles.

Posteriormente, os restos mortais teriam sido removidos e transferidos para outro cemitério militar na Flórida. Mesmo assim, a localização do ponto original de sepultamento é considerada relevante para a preservação histórica e memória dos militares que atuaram na região.

Arqueólogos identificam túmulo de soldado morto por febre amarela há mais de 150 anos nos EUA
Foto: Serviço Nacional de Parques dos EUA

Durante as escavações, os arqueólogos também encontraram diversos objetos do século 19, como botões, fragmentos de vidro, fivelas, cachimbos de argila e peças metálicas. Entre os itens identificados, chamou atenção parte de uma garrafa de um antigo tônico medicinal amplamente utilizado na época.

A pesquisa também contribuiu para ampliar o número estimado de mortes em Fort Jefferson. Embora registros oficiais apontem 83 óbitos, os estudos indicam que mais de 200 pessoas podem ter morrido no local, muitas delas sem identificação formal.

Além da sepultura, os pesquisadores identificaram vestígios de estruturas ligadas ao antigo cemitério da fortaleza, atualmente submerso, e também de um hospital de quarentena utilizado no tratamento de pacientes com febre amarela no século 19.

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