O Ano-Novo Chinês de 2026 será celebrado em 17 de fevereiro, data que inaugura o Ano do Cavalo no tradicional zodíaco chinês. Diferente do calendário ocidental, a virada chinesa segue o calendário lunissolar, que combina os ciclos da Lua com o movimento da Terra em torno do Sol. Por isso, a celebração ocorre sempre entre o fim de janeiro e meados de fevereiro, variando conforme a segunda lua nova após o solstício de inverno no hemisfério norte.
Conhecido como Festival da Primavera, o período representa renovação e recomeço para milhões de pessoas na China e em comunidades espalhadas pelo mundo. O país adota oficialmente o calendário gregoriano para atividades civis, mas mantém o sistema tradicional para festas, rituais e referências astrológicas, preservando uma tradição milenar.

O horóscopo chinês é composto por um ciclo de 12 animais: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco. Cada ano recebe o nome de um desses símbolos, combinados ainda com cinco elementos — Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água — formando ciclos completos de 60 anos.
O Cavalo, símbolo de 2026, está associado a energia, dinamismo, mobilidade e independência. Culturalmente, o animal representa progresso, movimento e espírito livre. Na tradição popular, o período costuma ser interpretado como favorável a iniciativas ousadas, mudanças e avanço de projetos, ainda que tais leituras façam parte do imaginário cultural e não tenham base científica.
O último Ano do Cavalo ocorreu em 2014, marcado por transformações econômicas e desafios ambientais na China. Em 2026, a chegada do novo ciclo deve movimentar viagens internas, encontros familiares e celebrações típicas que compõem uma das maiores mobilizações humanas anuais do planeta.
Mais do que previsões astrológicas, o Ano do Cavalo reforça a força de uma tradição que atravessa séculos e continua influenciando costumes, decisões simbólicas e celebrações culturais no século XXI.




