Anne Frank completaria 97 anos em 12 de junho de 2026. Nascida em Frankfurt, na Alemanha, em 1929, ela se tornou uma das vozes mais conhecidas do século 20 por causa do diário que escreveu durante a Segunda Guerra Mundial.
Filha de Otto Frank e Edith Frank, Anne tinha uma irmã mais velha, Margot. A família era judia e deixou a Alemanha após a ascensão do nazismo, mudando-se para Amsterdã, na Holanda. A tentativa de reconstruir a vida em outro país foi interrompida pela ocupação nazista durante a guerra.
O diário recebido aos 13 anos
Anne ganhou o diário em 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos. Poucas semanas depois, a família Frank passou a viver escondida em um anexo nos fundos do prédio onde funcionava a empresa de Otto Frank, em Amsterdã.
No local, conhecido posteriormente como Anexo Secreto, Anne escreveu sobre a rotina do esconderijo, os conflitos da convivência, as preocupações com a guerra, seus sentimentos e seus planos para o futuro. O texto não era apenas um registro íntimo. Com o tempo, tornou-se também um documento sobre a vida de uma adolescente em meio à perseguição aos judeus na Europa.

Em 1944, Anne ouviu pelo rádio uma declaração de autoridades holandesas no exílio incentivando a preservação de documentos, cartas e diários que pudessem registrar o período da ocupação. A partir disso, ela passou a revisar parte dos próprios escritos, com a intenção de transformá-los em um livro depois da guerra.
Esse detalhe é importante para entender a força da obra. Anne não escrevia apenas de forma espontânea. Ela também passou a organizar, editar e aperfeiçoar seus textos. A jovem demonstrava interesse pela escrita e desejava ser jornalista ou autora.
Como os escritos foram preservados
Em agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto. Os moradores do Anexo Secreto foram presos e enviados para campos nazistas. Anne morreu em 1945, antes do fim da guerra. Seu pai, Otto Frank, foi o único sobrevivente da família imediata.
Após a prisão, os papéis de Anne foram recolhidos por Miep Gies, uma das pessoas que ajudavam os moradores do anexo. Ela guardou os escritos sem publicá-los e, depois da guerra, entregou o material a Otto Frank.
A preservação desses documentos foi decisiva. Sem essa ação, o diário provavelmente teria desaparecido junto com tantos outros registros pessoais destruídos durante o conflito.

Ao retornar a Amsterdã, Otto Frank recebeu os escritos da filha e passou a organizar o material. Ele reuniu trechos do diário original, partes revisadas por Anne e textos complementares. Também fez cortes, especialmente em passagens mais íntimas ou relacionadas a conflitos familiares, seguindo critérios editoriais e pessoais da época.
A primeira edição foi publicada em 1947, na Holanda, com o título “Het Achterhuis”, que pode ser traduzido como “O Anexo Secreto”. A obra passou a circular internacionalmente nos anos seguintes e ganhou traduções em dezenas de idiomas.
Com o tempo, novas edições trouxeram versões mais completas do texto, aproximando os leitores do material deixado por Anne. O diário se tornou um dos livros mais lidos do mundo e passou a ser adotado em escolas, universidades e projetos de educação histórica.
LEIA MAIS: A era em que livros alimentam máquinas

Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
Sugestões de pauta: Entre em contato via WhatsApp: (49) 3644 1724.
🚀 Aproveite e nos siga no Google Notícias: Clique aqui para seguir o Jornal da Fronteira




