Cardápios equilibrados, atenção às necessidades especiais e valorização da agricultura familiar reforçam o cuidado com a saúde e o aprendizado dos alunos
Com o início do ano letivo próximo, a nutricionista da alimentação escolar de Guarujá do Sul, Morgana Keiber, destaca a importância da alimentação oferecida nas escolas da rede municipal e o papel fundamental que ela exerce no desenvolvimento das crianças.
Segundo Morgana, a alimentação escolar é essencial para o crescimento físico, o bom funcionamento do sistema imunológico e o desenvolvimento cognitivo dos alunos.
“Refeições equilibradas, com adequação de energia e nutrientes, são indispensáveis para que a criança tenha disposição, concentração e melhor rendimento escolar”, destaca.
Segundo ela, em Guarujá do Sul, os cardápios são cuidadosamente planejados conforme a faixa etária, respeitando as necessidades nutricionais de cada grupo e sendo ajustados sempre que necessário. A nutricionista ressalta que há uma grande preocupação em oferecer variedade de alimentos, priorizando preparações com o mínimo possível de alimentos processados e ultraprocessados, garantindo segurança alimentar e qualidade nutricional.
Outro ponto importante é o atendimento às necessidades especiais, como alergias e intolerâncias alimentares. Essas informações são coletadas já no ato da matrícula, permitindo um acompanhamento especial e individualizado das crianças que precisam de dietas específicas, evitando riscos à saúde.
Morgana explica ainda que uma alimentação inadequada pode causar sinais de cansaço, dificuldade de concentração e baixo rendimento, muitas vezes relacionados à falta de nutrientes.
“Trabalhamos com a prevenção. Uma criança bem nutrida terá mais vitalidade, melhor aprendizado e menos chances de desenvolver doenças no futuro”, afirma.
A alimentação escolar também contribui para a prevenção de doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes, especialmente quando aliada às atividades físicas, que contam com o acompanhamento e avaliação dos professores de Educação Física.
A seleção dos alimentos é criteriosa e conta com acompanhamento nutricional e monitoramento constante. Também são utilizados produtos da agricultura familiar, priorizando alimentos da época, orgânicos e frescos. Essa prática, além de garantir mais qualidade às refeições, promove valorização da economia local e dos produtos do município.
Por fim, a nutricionista reforça que a alimentação saudável deve ser uma continuidade entre a escola e o lar.
“A escola faz a sua parte, mas em casa o exemplo precisa continuar oferecendo frutas, legumes e evitando ultraprocessados. Investir em alimentação saudável hoje é investir em cidadãos mais saudáveis no futuro”, conclui Morgana Keiber.

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