Sara Bianca Moyses Fabian Schneider foi atingida por um disparo de espingarda na cabeça; após o crime o advogado procurou a polícia e se entregou
Um advogado de 36 anos se entregou a polícia, na manhã de quarta-feira (18), após ter assassinado sua companheira, identificada como Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos. O crime ocorreu em uma residência no Centro de São Lourenço do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense.
Segundo apurado pela Polícia Civil, o crime teria ocorrido após a mulher manifestar o desejo de se mudar para o estado do Paraná com a filha do casal.
Conforme detalhado nas investigações iniciais, Sara foi atingida por um disparo de espingarda calibre 12 durante uma discussão com o companheiro, enquanto ela estava no banheiro da residência. Na casa estavam também, a filha do casal de 4 anos, a avó da menina, e outros familiares.
Logo após atirar contra a companheira, ele saiu do cômodo em que estava e teria dito que um móvel havia caído causando o barulho, em seguida ele pediu para que a filha fosse retirada do local, só depois ele procurou a polícia. A arma utilizada no crime pertence ao pai do suspeito e foi apreendida no local.
Conforme a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento há cerca de sete anos. Os dois se conheceram e viviam em Curitiba, mas se mudaram para São Lourenço do Oeste no final do ano passado, já que o autor tem familiares no município.
De acordo com o delegado responsável, as diligências iniciais também indicam que o casal mantinha um relacionamento conturbado, mas apesar disso, não possuía nenhuma ocorrência registrada, tanto em SC quanto no PR.
O homem, segundo a polícia já havia pensado em formas de tirar a própria vida, informando até mesmo a senha do celular dele para a mãe, sob a desculpa de que “caso acontecesse alguma coisa” ela poderia ter acesso ao aparelho.
Ainda segundo a polícia, o homem de certa forma premeditou o crime, já que havia pedido para que a avó ficasse com a filha do casal e sabia que a arma e as munições ficavam no quarto onde o crime aconteceu.
Em depoimento o suspeito alegou que a motivação do crime estaria relacionada a um desentendimento após a vítima manifestar a vontade de se mudar para o Paraná, sendo que ele tinha receio de perder o convívio com a filha em caso de separação. Ele alegou também que vivia sob forte pressão psicológica no relacionamento, além de conflitos familiares e possíveis episódios de violência psicológica relacionados à criança.
As equipes policiais iniciaram imediatamente as diligências para esclarecer a dinâmica do crime, com apoio da Central de Polícia e da Delegacia de Investigação Criminal (DIC).
O corpo da vítima foi recolhido pela Polícia Científica e as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

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