Movimento da Aduana de Dionísio Cerqueira em janeiro de 2026 soma US$ 61,4 milhões e 1.930 caminhões, com queda em relação a dezembro, segundo dados da Receita Federal.
O movimento da Aduana de Dionísio Cerqueira em janeiro de 2026 foi inferior ao registrado em dezembro de 2025 em todos os indicadores analisados, conforme planilha divulgada pela Receita Federal no dia 18 de fevereiro. Os dados estão expressos em dólar e, para efeito de conversão, foi considerado o câmbio de 19 de fevereiro, quando a moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,22.
A corrente financeira de janeiro somou US$ 61.495.823,00, o equivalente a aproximadamente R$ 321 milhões. O valor representa queda de 16,83% em relação a dezembro, quando o total foi de US$ 73.923.295,00, cerca de R$ 385,87 milhões. Do montante registrado em janeiro, US$ 31.696.532,00 corresponderam a importações brasileiras, o que representa 51,54% do total mensal. As exportações somaram US$ 29.799.291,00, equivalentes a 48,46% do movimento.
Mantida a média de janeiro, a corrente financeira anual de 2026 poderá alcançar aproximadamente US$ 737,9 milhões, estimados em cerca de R$ 3,85 bilhões. O maior volume histórico foi registrado em 2024, quando a Aduana movimentou US$ 946.893.315,00.
Em relação ao fluxo de cargas, 1.930 caminhões passaram pelo porto seco de Dionísio Cerqueira em janeiro, número 0,88% inferior aos 1.947 veículos contabilizados em dezembro. Do total de janeiro, 895 caminhões transportaram produtos importados pelo Brasil e 1.035 veículos foram responsáveis por cargas destinadas à exportação. Caso a média mensal se mantenha, a estimativa para 2026 é de 23.160 caminhões ao longo do ano. O recorde de volume de cargas ocorreu em 2025, com 25.936 caminhões.
Quanto aos documentos desembaraçados pela Receita Federal, janeiro registrou 1.461 processos, redução de 6,11% em comparação aos 1.556 documentos de dezembro. Desse total, 697 referem-se a importações e 764 a exportações. Mantida a média, o ano poderá encerrar com aproximadamente 17.532 documentos processados, número que representaria recorde anual para a unidade.
Entre os principais produtos importados em janeiro, considerando o peso líquido, estão itens da indústria de moagem, malte, amidos e féculas; madeira, carvão vegetal e obras de madeira; frutas e cascas de citros; plástico e suas obras; além de produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos comestíveis. Os principais países de origem foram Argentina, Chile e Uruguai.
No segmento de exportações, destacaram-se papel e cartão; carnes e miudezas comestíveis; frutas e cascas de citros; resíduos das indústrias alimentares; madeira e derivados. Os principais destinos foram Argentina e Chile.
A Aduana também registrou, em janeiro, a passagem de 640 veículos em lastro, categoria que inclui caminhões sem carga e guinchos, contabilizados com base no número de MICs liberados pela unidade.

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