Lua vem sofrendo terremotos e está diminuindo de tamanho

Um estudo inovador, publicado recentemente no The Planetary Science Journal, está provocando uma nova perspectiva sobre o nosso querido satélite natural, a Lua. Segundo as descobertas desse estudo, a Lua não é estática como muitos pensavam; na verdade, está encolhendo gradualmente ao longo do tempo. Mas isso não é tudo. A pesquisa também alerta para a possibilidade de terremotos em sua superfície, um fenômeno que pode impactar diretamente futuras missões espaciais, incluindo a aguardada Artemis 3.

O estudo revela que a Lua encolheu mais de 45 metros em sua circunferência ao longo de centenas de milhões de anos. Esse processo contínuo de encolhimento pode ser responsável pela formação de falhas na superfície lunar, o que por sua vez pode desencadear terremotos. Essas falhas são comparadas metaforicamente às rugas de uma uva passa, porém, ao contrário da fruta flexível, a superfície lunar é frágil, resultando em falhas onde as seções da crosta se pressionam umas contra as outras.

Essa diminuição na superfície lunar já está causando deformações significativas no polo sul da Lua. Essas deformações podem representar um desafio adicional para a Artemis 3, a próxima missão planejada para levar humanos à Lua, especialmente considerando que está programada para ocorrer em setembro de 2026, após mais de meio século desde a última missão tripulada ao satélite natural.

Além do encolhimento da Lua, o estudo também aborda os terremotos lunares, um fenômeno que pode representar um risco significativo para futuras atividades humanas na Lua. A análise das falhas no polo sul lunar e a correlação com terremotos registrados há mais de meio século pelos sismômetros do Programa Apollo revelam que terremotos lunares rasos podem ser desencadeados por deslizamentos em falhas existentes ou pela formação de novas falhas de empuxo.

Esses terremotos lunares, ao contrário dos terrestres, podem durar horas ou até mesmo uma tarde inteira, representando um desafio adicional para a segurança das estruturas e equipamentos humanos na Lua. Isso torna crucial desenvolver estratégias para proteger os astronautas e a infraestrutura das futuras missões espaciais.

Com a proximidade da missão Artemis 3, é essencial antecipar e mitigar os riscos associados às mudanças na Lua. Nicholas Schmerr, coautor do estudo e professor associado de geologia na Universidade de Maryland, destaca a importância de preparar nossos astronautas, equipamentos e infraestrutura para enfrentar os desafios que podem surgir na Lua. Seja por meio do desenvolvimento de estruturas mais resistentes à atividade sísmica lunar ou pela identificação de áreas perigosas a serem evitadas, este estudo está contribuindo para garantir o sucesso e a segurança das futuras missões espaciais.

À medida que nos aventuramos cada vez mais longe no cosmos, é crucial compreender e adaptar-nos às complexidades de nossos destinos espaciais. Com novas descobertas como essa, estamos um passo mais próximos de desbravar as estrelas com segurança e confiança.

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