Relatos recentes envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca reacenderam uma dúvida entre pessoas que convivem com crises de enxaqueca: alimentos como a pimenta podem estar relacionados ao desencadeamento das dores. Apesar da percepção popular sobre possíveis gatilhos alimentares, especialistas afirmam que a associação não é considerada comum pela literatura médica.
Segundo a médica Inácia Simões, especialista em medicina da dor da Saint Moritz, não há evidências científicas consistentes que apontem a pimenta como um fator frequente no desencadeamento de crises.
Ao comentar o tema, a especialista explicou o que os estudos científicos mostram atualmente.
“Não há evidência científica robusta de que pimenta agrave a enxaqueca. Embora muitos pacientes relatem gatilhos alimentares, a pimenta não está entre os alimentos mais comumente associados às crises na literatura médica”, afirmou.
A médica também ressaltou que a relação entre alimentação e episódios de enxaqueca pode ser interpretada de forma equivocada por muitos pacientes.
Ao abordar esse comportamento, Inácia destacou que nem sempre a percepção individual encontra respaldo em pesquisas clínicas.
“Estudos mostram que as crenças dos pacientes sobre gatilhos alimentares têm baixo valor quando comparadas aos fatores realmente identificados cientificamente. Isso indica que há uma tendência de atribuir alimentos como causa sem uma associação real”, explicou.
De acordo com especialistas, entre os alimentos e substâncias mais investigados como possíveis desencadeadores de crises estão bebidas alcoólicas, especialmente vinho tinto e cerveja, além de chocolate, cafeína, queijos envelhecidos, conservantes à base de nitratos e nitritos, glutamato monossódico e adoçantes artificiais.
No caso da pimenta, a principal substância ativa é a capsaicina, responsável pela sensação de ardência. Em ambientes laboratoriais, ela pode ativar receptores ligados à dor, mas ainda não há comprovação clínica de que seu consumo alimentar provoque crises de enxaqueca de forma direta.
Ao explicar esse mecanismo, a especialista detalhou os efeitos observados em pesquisas experimentais.
“A capsaicina pode ativar neurônios trigeminais e estimular a liberação de mediadores relacionados à dor da enxaqueca, mas isso ocorre principalmente em estudos laboratoriais. O consumo alimentar não foi comprovado como desencadeador em estudos clínicos”, concluiu.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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