Colheita da segunda safra de milho avança em Santa Catarina, com monitoramento da cigarrinha-do-milho e expectativa de baixo impacto na produção.
A colheita da segunda safra de milho em Santa Catarina já está em andamento, com cerca de 10% das lavouras colhidas no estado. O avanço do ciclo indica que as plantações já ultrapassaram o período de maior vulnerabilidade às doenças associadas à cigarrinha-do-milho, o que reduz o risco de perdas significativas na produção.
De acordo com a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, os dados mais recentes indicam que o impacto dos enfezamentos tende a ser mínimo nesta etapa da safra. Ela destaca, porém, a necessidade de atenção dos produtores para evitar perdas na colheita. Segundo a pesquisadora, os grãos que permanecem no solo podem originar o milho tiguera, ou milho voluntário, que serve de abrigo e alimento para a cigarrinha-do-milho, contribuindo para a manutenção da praga entre os ciclos produtivos.
O levantamento realizado entre os dias 13 e 20 de abril aponta média estadual de 88 insetos por armadilha, número superior ao registrado na semana anterior. A distribuição da cigarrinha-do-milho não é uniforme no estado, com maior concentração nas regiões Oeste e Extremo-Oeste, especialmente nos municípios de São Lourenço do Oeste e Planalto Alegre. Também foram registrados índices elevados em Mafra, Tijucas e Jacinto Machado.
As análises laboratoriais confirmam a presença de patógenos transmitidos pela cigarrinha-do-milho em diferentes regiões produtoras. O vírus do rayado-fino aparece com maior frequência, seguido pelo vírus do mosaico-estriado, além de registros das bactérias associadas aos enfezamentos pálido e vermelho, com maior concentração no Oeste catarinense.
Segundo a pesquisadora Maria Cristina Canale, o monitoramento é fundamental para orientar o manejo da cultura e reduzir impactos da cigarrinha-do-milho. Ela destaca que a presença recorrente da praga no país exige convivência com o problema por meio de manejo integrado e ações coordenadas entre produtores.
O acompanhamento das populações da cigarrinha-do-milho é realizado pelo Programa Monitora Milho SC, criado em 2021 por um comitê que reúne instituições como Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O programa fornece dados sobre a cigarrinha-do-milho e o complexo de enfezamentos para auxiliar decisões no campo ao longo da safra.

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Estudante da área de saúde, Crysne Caroline Bresolin Basquera é redatora de conteúdo político, local e regional, saúde, redes sociais e governos.
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