Fragmentos de estela milenar são reunidos e revelam novos indícios históricos na Coreia do Sul

Fragmentos de estela milenar são reunidos e revelam novos indícios históricos na Coreia do Sul

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A recente união de fragmentos de uma estela antiga encontrados no complexo do Palácio Wolseong, no sudeste da Coreia do Sul, trouxe novos elementos para o estudo da história da península coreana. As peças, descobertas em momentos distintos, uma em 1937 e outra em 2020, foram identificadas como partes de um mesmo monumento após análises detalhadas conduzidas por especialistas.

O fragmento menor, atualmente preservado no Museu Nacional de Gyeongju, foi localizado na área oeste do palácio há quase um século. Já o fragmento maior foi encontrado recentemente, também na mesma região, em uma vala de proteção preenchida por água. A coincidência geográfica despertou o interesse dos pesquisadores, que iniciaram estudos comparativos para verificar a possível relação entre as peças.

Por meio de escaneamentos tridimensionais de alta precisão, os pesquisadores conseguiram alinhar digitalmente os fragmentos, confirmando que ambos pertencem à mesma estrutura. A análise do material revelou que as pedras são compostas de granito alcalino proveniente da montanha Namsan, reforçando a origem comum.

Parte da inscrição, gravada em caracteres chineses no estilo clerical, pôde ser parcialmente decifrada. Entre os termos identificados, destaca-se uma expressão que pode ser interpretada como “nomear” ou “designar”, sugerindo que a estela possivelmente tinha função oficial ou cerimonial. A peça foi datada do período da Dinastia Silla, que governou a região entre 57 a.C. e 935 d.C.

Alguns estudiosos consideram a possibilidade de que a estela tenha relação com monumentos do antigo reino de Goguryeo, especialmente do século V. Essa hipótese, no entanto, ainda depende da descoberta de novos fragmentos que possam ampliar a leitura da inscrição e confirmar sua finalidade.

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