A Justiça de São Paulo condenou Marina Rodrigues de Lima, proprietária de uma creche em Osasco, a cinco anos e dez meses de prisão em regime fechado. A decisão refere-se a um caso ocorrido em 2025, na Escola de Educação Infantil Alegria de Saber. A diretora está presa desde o ano passado e recorre da sentença.
De acordo com o processo, Marina Rodrigues de Lima foi filmada por uma funcionária enquanto agredia um aluno de dois anos. As imagens mostram a criança sendo puxada pela camisa, chacoalhada e forçada a ingerir líquido em uma caneca. Diante da resistência, a diretora desfere tapas no rosto do aluno.
A condenação ocorreu com base na Lei nº 9.455/1997, que trata do crime de tortura, considerando que a vítima estava sob a responsabilidade da diretora no momento das agressões.
A funcionária responsável pela gravação relatou, em entrevista à Rede Globo, que decidiu registrar as imagens após observar o comportamento da diretora. Segundo ela, a intenção foi dar conhecimento dos fatos. “Não acho certo. Se fosse com a minha filha, ia querer que me contassem. Foi isso que eu fiz.”
O processo tramita sob segredo de Justiça
A defesa de Marina Rodrigues de Lima informou, por meio de nota, que respeita as determinações judiciais e reforçou que o caso está sob sigilo. “Por decisão da Juíza que preside o feito, os autos tramitam sob sigilo desde o início da investigação. Portanto, em que pese o vazamento de algumas informações durante o curso do processo, seja por quem o tenha feito, a defesa da ré insiste em trabalhar dentro da legalidade, respeitando todas e quaisquer decisões proferidas nos autos. Vale ressaltar que o caráter sigiloso dos autos foi imposto visando exatamente a ‘não interferência’ da mídia no caso, em respeito ao princípio da presunção de inocência.”

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