Ex-aluno invade escola municipal em Suzano com facão, fere professora e é detido; caso reacende debate sobre segurança nas escolas.
Um jovem de 18 anos invadiu, na tarde desta terça-feira (7), a Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, no bairro Cidade Boa Vista, em Suzano, e feriu uma professora com um facão. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar de São Paulo, que confirmou que o autor é ex-aluno da instituição. A motivação do ataque está sendo investigada.
De acordo com as informações apuradas, o jovem pulou o muro lateral da escola, com cerca de dois metros de altura, e tentou acessar uma sala de aula. Ele foi impedido pela professora, que segurou a porta. Durante a ação, a docente sofreu cortes nas mãos e foi encaminhada ao Hospital Santa Maria. Segundo a administração municipal, o estado de saúde é estável.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram a entrada do ex-aluno na unidade vestindo roupas pretas e portando uma bolsa. Ao acessar o interior da escola, ele retirou um facão e abandonou a bolsa no local. Em seguida, foi contido por um agente de segurança escolar, com apoio de pessoas que estavam no pátio.
O jovem foi detido ainda nas dependências da escola. Segundo a polícia, ele apresentava um ferimento grave causado por ele próprio e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, com apoio do Corpo de Bombeiros.
A professora acionou o botão de pânico às 13h28, logo após a invasão. O sistema é integrado à Central de Segurança Integrada do município, e a Polícia Militar chegou ao local em cerca de quatro minutos, conforme informado pela prefeitura. As aulas foram suspensas e os alunos liberados, com comunicação às famílias.
A administração municipal informou que os protocolos de segurança foram seguidos, incluindo o fechamento imediato das salas e o acionamento das autoridades. Equipes de saúde mental foram disponibilizadas para atendimento aos profissionais e à comunidade escolar.
A unidade atende cerca de 800 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, com aproximadamente 30 professores, conforme dados do Censo Escolar.
O caso ocorre no mesmo município onde, em 13 de março de 2019, foi registrado um dos episódios mais graves de violência escolar no Brasil. Na ocasião, dois ex-alunos invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil durante o intervalo e realizaram um ataque armado contra estudantes e funcionários.
O ataque resultou na morte de sete pessoas dentro da unidade escolar, sendo cinco alunos e duas funcionárias. Antes de chegar à escola, os autores também haviam baleado o proprietário de um estabelecimento comercial nas proximidades, que não resistiu aos ferimentos. Outras 11 pessoas ficaram feridas.
Após a ação, um dos responsáveis matou o comparsa e, em seguida, tirou a própria vida. O episódio gerou forte repercussão nacional e levou à adoção de medidas de acolhimento psicológico para a comunidade escolar, além de ampliar o debate sobre segurança em escolas, prevenção de ataques e políticas públicas voltadas à proteção de estudantes e profissionais da educação.

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