Arqueólogos correm contra o tempo para estudar naufrágio histórico de 1801 na Dinamarca

Arqueólogos correm contra o tempo para estudar naufrágio histórico de 1801 na Dinamarca

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Uma equipe de arqueólogos marítimos iniciou uma investigação para recuperar vestígios do navio de guerra Dannebroge, que afundou há 225 anos durante a Batalha de Copenhague, na Dinamarca. A embarcação foi destruída por uma explosão em 2 de abril de 1801, em meio ao confronto naval entre forças dinamarquesas e britânicas, no contexto das Guerras Napoleônicas.

Os destroços foram localizados em 2025, durante um mapeamento do fundo do porto da capital dinamarquesa, realizado antes da execução de um projeto de engenharia na região. No local, está em construção a ilha artificial Lynetteholm, iniciativa voltada à proteção de Copenhague contra inundações e tempestades, com previsão de conclusão parcial até 2029.

Apesar do tempo disponível, os pesquisadores enfrentam limitações operacionais. As escavações e coletas de materiais ocorrem simultaneamente às obras, o que impõe um ritmo acelerado às atividades. Caso o cronograma da construção seja mantido, os vestígios do navio poderão ficar inacessíveis nos próximos anos.

As condições de trabalho também dificultam a pesquisa. A baixa visibilidade no fundo do porto, a cerca de 15 metros de profundidade, obriga os mergulhadores a atuar praticamente sem auxílio visual, utilizando o tato para localizar objetos.

Arqueólogos correm contra o tempo para estudar naufrágio histórico de 1801 na Dinamarca
Foto: Museu de Navios Vikings em Roskilde

Desde o início das operações, no final de 2025, já foram identificados canhões, objetos pessoais como calçados e cachimbos, além de restos humanos. Entre os achados, estão partes de uma mandíbula e costelas, possivelmente pertencentes a uma vítima do naufrágio que era considerada desaparecida.

O Dannebroge ocupava posição estratégica na linha de defesa dinamarquesa-norueguesa durante a batalha, que resultou em elevado número de mortos, principalmente do lado dinamarquês. Embora o episódio seja amplamente documentado em registros históricos, há escassez de evidências físicas preservadas.

Segundo os pesquisadores, o estudo dos destroços pode ajudar a compreender as condições enfrentadas pelos tripulantes durante o combate. A análise arqueológica em andamento é considerada a primeira a investigar diretamente o contexto material do naufrágio.

Nos próximos meses, a equipe pretende resgatar o maior número possível de artefatos, utilizando tecnologias como escaneamento em 3D, fotografia e levantamento topográfico para documentar os achados. A recuperação completa da embarcação, no entanto, é considerada improvável devido ao estado dos fragmentos e às limitações do local.

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