Alta do diesel pressiona custo do gás de cozinha e botijão pode subir até R$ 34. A informação foi confirmada pela Abragás
O preço do gás de cozinha deve subir nas revendas em todo o Brasil. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira das Entidades Representativas das Revendas de Gás LP (Abragás), que aponta aumento nos principais tipos de botijões comercializados no país.
De acordo com a Abragás, o reajuste previsto é de cerca de R$ 10 para o botijão de 13 quilos, que é o modelo mais utilizado pelas famílias brasileiras. Já o botijão de 20 quilos deve registrar aumento de aproximadamente R$ 15. O maior impacto será no botijão de 45 quilos, utilizado principalmente em estabelecimentos comerciais e condomínios, que pode ficar R$ 34 mais caro.
O reajuste ocorre em meio à elevação dos custos operacionais enfrentados pelas revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), especialmente relacionados ao transporte e à logística.
Segundo a Abragás, um dos principais fatores para o aumento do preço do gás de cozinha é a recente disparada no valor do óleo diesel. Como o combustível é amplamente utilizado no transporte e na distribuição do GLP, qualquer aumento impacta diretamente o custo final do produto.
A Abragás afirma que os preços do gás de cozinha são livres em toda a cadeia de comercialização, o que significa que cada empresa pode definir seus valores conforme os custos operacionais enfrentados em cada região do país.
Em nota, a entidade destacou que os aumentos refletem justamente esse cenário de pressão sobre os custos logísticos e operacionais das empresas que atuam na distribuição do GLP.
Programa Gás do Povo pode enfrentar dificuldades
O aumento também levanta preocupação sobre o funcionamento do programa Gás do Povo, política pública federal criada para substituir o antigo Auxílio Gás dos Brasileiros. O novo modelo passou a oferecer a recarga gratuita do botijão de 13 quilos diretamente nas revendas credenciadas, no entanto, os valores de referência utilizados pelo governo para reembolsar os revendedores variam de acordo com cada estado.
As revendas afirmam que os valores pagos são considerados baixos e, em muitos casos, inferiores aos preços regionais apontados pelas pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ainda de acordo com a Abragás, existe uma carência obrigatória de três meses para que as revendas permaneçam no programa após aderirem. No entanto, muitas empresas já avaliam deixar a iniciativa assim que esse período terminar.

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