Menina de 3 anos sofreu abusos enquanto estava sob custódia federal nos EUA; caso ocorreu após separação da mãe na fronteira com o México.
Uma criança de três anos sofreu abusos enquanto estava sob custódia do governo dos Estados Unidos, após ter sido separada da mãe ao cruzar ilegalmente a fronteira com o México, em setembro do ano passado. A menina permaneceu por cerca de cinco meses em uma casa de acolhimento enquanto as autoridades avaliavam a possibilidade de liberação para o pai, imigrante com residência legal no país.
Durante esse período, o pai tentou acelerar o processo de reunificação familiar, enfrentando entraves burocráticos. Segundo documentos judiciais obtidos pela Associated Press, a criança relatou ter sido abusada por outra criança mais velha dentro da instituição localizada em Harlingen. O caso foi identificado após uma funcionária notar irregularidades na roupa da menina e questioná-la sobre o ocorrido.
De acordo com os relatos, a criança afirmou ter sido vítima de abusos repetidos durante o período em que esteve na unidade. O pai declarou que não recebeu informações detalhadas sobre o caso. Segundo ele, o Escritório de Reassentamento de Refugiados informou apenas que houve um “acidente” e que seriam realizados exames.
A criança passou por exames forenses e entrevistas, mas os resultados não foram divulgados ao responsável. A outra criança envolvida foi transferida para uma unidade diferente, e o caso foi encaminhado às autoridades locais para investigação.
O episódio foi comunicado ao pai apenas quando a equipe jurídica já se preparava para ingressar com uma ação federal para reaver a guarda. Em fevereiro, os advogados apresentaram uma série de exigências feitas pelas autoridades, incluindo testes de DNA, coleta de impressões digitais e vistoria na residência do pai. Mesmo após o cumprimento das etapas, o processo continuou sem definição de prazo para a liberação.
A situação foi resolvida após a apresentação de um pedido de habeas corpus, que resultou na liberação da criança. Pai e filha foram reunidos e atualmente vivem com familiares. Segundo o responsável, a menina passou a apresentar mudanças de comportamento, com episódios de agitação e pesadelos frequentes após o ocorrido.

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