Estudo identifica oferendas em Pompeia e revela uso de resinas importadas em rituais domésticos

Estudo identifica oferendas em Pompeia e revela uso de resinas importadas em rituais domésticos

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Uma pesquisa recente trouxe novos elementos sobre os rituais religiosos praticados na antiga Pompeia, ao identificar substâncias utilizadas como oferendas em altares domésticos há cerca de 2 mil anos. O estudo analisou resíduos encontrados em incensários e confirmou o uso de materiais importados, evidenciando conexões comerciais de longa distância no período romano.

Os vestígios analisados foram inicialmente descobertos em escavações realizadas ainda no século XX, mas somente agora passaram por exames detalhados. Os resultados foram publicados na revista científica Antiquity, que apresentou as conclusões da equipe internacional responsável pela pesquisa.

A análise identificou que o material queimado em um dos incensários era uma resina originária de regiões tropicais da África ou da Ásia. A descoberta reforça registros históricos que indicam o uso de substâncias aromáticas em práticas religiosas, como forma de oferenda aos deuses.

Estudo identifica oferendas em Pompeia e revela uso de resinas importadas em rituais domésticos
Foto: Johannes Eber

Segundo os pesquisadores, os romanos utilizavam incenso, ervas e plantas em rituais domésticos, com a finalidade de purificação e conexão simbólica com o mundo divino. A presença de resinas importadas demonstra que esses costumes estavam ligados a uma rede comercial ampla e estruturada.

Foram examinados dois incensários encontrados em diferentes contextos. Um deles, com formato de cálice, continha restos de madeira como carvalho e louro, possivelmente utilizados como combustível nas queimas ritualísticas. O outro recipiente, decorado com figuras humanas, apresentou elementos inéditos na região, incluindo a resina conhecida como elemi, comum em áreas tropicais.

Além das resinas, os pesquisadores identificaram biomarcadores associados ao vinho, indicando a realização de rituais que combinavam a queima de substâncias aromáticas com libações líquidas. Essa prática, conhecida como oferta simultânea de incenso e vinho, era comum em cerimônias religiosas da época.

Os resultados também reforçam a importância de Pompeia como fonte de conhecimento sobre o cotidiano romano. A cidade, preservada após a erupção do Monte Vesúvio no ano 79 d.C., continua fornecendo evidências detalhadas sobre hábitos sociais, econômicos e religiosos da Antiguidade.

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