O pré-candidato à presidência pelo PSD afirmou que seu primeiro ato, caso eleito, será a concessão de uma anistia “ampla”, alcançando o nome de Bolsonaro.
O Partido Social Democrático confirmou a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (30), em São Paulo.
Após a confirmação, Caiado afirmou: “Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla geral e irrestrita”. Em seguida, declarou que “a polarização não é um traço da política nacional” e que pode ser desativada “por alguém que não é parte dela”. Ao tratar do tema, acrescentou: “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente”. Segundo ele, “eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas”.
Sobre o cenário eleitoral, Caiado afirmou que “o desafio não é ganhar eleição do PT apenas”. De acordo com o pré-candidato, “isso é fácil, no segundo turno sem dúvida alguma ele estará batido”. Ele acrescentou: “O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Ele não é opção mais em Goiás, não é em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul”.
A escolha de Caiado ocorreu após disputa interna no partido, que também avaliava os governadores Eduardo Leite e Ratinho Junior. Ratinho Junior retirou sua pré-candidatura anteriormente. Leite se manifestou sobre a decisão e declarou estar “desencantado” com a condução do processo, afirmando: “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão”.
Questionado sobre a posição de Leite, Caiado afirmou que ainda não conversou com o governador, mas declarou: “você não governa radicalizando com 88% de aprovação”. Ele acrescentou: “Eu entendo as dificuldades que ele teve, das enchentes, das secas. Mas eu reconheço a competência dele e a capacidade dele como governador”.
Ao anunciar a definição, Kassab afirmou que a escolha foi complexa e destacou: “é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”.
O PSD avalia a possibilidade de consolidar uma alternativa fora da polarização tradicional entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, embora pesquisas indiquem desafios para viabilizar esse cenário.
Caiado oficializou sua filiação ao PSD em março, após deixar o União Brasil, como parte da estratégia para viabilizar sua candidatura. Durante o ato, apresentou o vice-governador Daniel Vilela como possível candidato à sucessão no governo de Goiás.
A definição do nome marca o início das articulações do partido para as eleições de 2026 e deve influenciar a formação de alianças no cenário político nacional.

Fonte: G1
Leia também:
- Adolescente de 13 anos é suspeito de incendiar escola em San Antonio, na Argentina
- Falta de combustível leva prefeitura a priorizar serviços essenciais em Dionísio Cerqueira
- Uso de tábua de madeira exige cuidados e restrições para evitar contaminação



