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Dormir pouco aumenta a fome e pode favorecer o ganho de peso

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A privação de sono pode alterar o funcionamento do organismo e influenciar diretamente o aumento da fome e o ganho de peso. Especialistas apontam que dormir menos do que o recomendado interfere na regulação hormonal e no metabolismo, impactando o comportamento alimentar ao longo do dia.

O nutricionista Anderson Liberato, professor do curso de Nutrição da UNINASSAU Boa Viagem, explica que o desequilíbrio ocorre por alterações nos hormônios responsáveis pelo controle do apetite. “Quando dormimos pouco, há um desequilíbrio hormonal: aumenta a grelina (hormônio que estimula o apetite) e diminui a leptina (hormônio que sinaliza saciedade). Isso faz com que o corpo envie sinais de fome mesmo sem necessidade real”, alerta.

Além da alteração hormonal, a falta de sono também influencia as escolhas alimentares. De acordo com especialistas, o organismo tende a buscar alimentos mais calóricos e ricos em açúcar como forma de compensar a falta de energia. Esse comportamento está relacionado à ativação do sistema de recompensa do cérebro, que intensifica o desejo por alimentos ultraprocessados.

O cansaço decorrente de noites mal dormidas também pode reduzir o controle sobre a alimentação, favorecendo o consumo em excesso. Esse conjunto de fatores contribui para o aumento gradual do peso corporal.

Estudos indicam que dormir menos de sete horas por noite já está associado a alterações no apetite. A recomendação para adultos é manter entre sete e nove horas de sono por noite para melhor funcionamento do organismo. Situações mais extremas, com quatro a cinco horas de descanso, apresentam relação ainda mais evidente com o aumento da fome, devido à ação dos hormônios leptina e grelina.

A privação de sono de forma contínua também está associada a riscos metabólicos, como redução da sensibilidade à insulina, o que pode favorecer o desenvolvimento de obesidade ao longo do tempo.

O nutricionista Anderson Liberato ressalta que cochilos durante o dia não substituem o sono noturno. “Cochilos durante o dia ajudam no cansaço, mas não costumam compensar bem a fome/apetite gerados por dormir pouco à noite. Até um cochilo de 2 horas após uma noite mal dormida não alterou a fome nem a leptina, hormônio produzido pelas células de gordura que regula a fome, o metabolismo e a saciedade. O mais importante continua sendo recuperar o sono noturno.”

A orientação dos especialistas é manter uma rotina de sono regular, com horários definidos e ambiente adequado para descanso, como forma de preservar a saúde e evitar impactos no apetite e no peso corporal ao longo do tempo.

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