Os fios presentes na banana, geralmente retirados antes do consumo, concentram nutrientes importantes e podem ser ingeridos sem riscos à saúde. A orientação é de especialistas em nutrição, que destacam o valor nutricional dessa parte da fruta e seu papel no desenvolvimento do alimento.
Esses filamentos possuem função estrutural e recebem o nome técnico de floema. Eles atuam no transporte de nutrientes e açúcares ao longo da planta, contribuindo para o crescimento e amadurecimento da fruta. Apesar de serem frequentemente descartados por conta da textura, apresentam composição semelhante à polpa da banana.
A especialista em nutrição Elizabeth Trattner explica que os fios possuem valor nutricional relevante. “São tão nutritivos quanto o restante da fruta. Estão cheios de potássio, fibras, vitamina A e vitamina B6”, afirma.
Além da composição nutricional, os fios também têm função indicativa do estágio de maturação da banana. Em frutas ainda verdes, tendem a permanecer mais aderidos à polpa. Já nas bananas maduras, se soltam com maior facilidade.
A especialista também esclarece que não há contraindicação para o consumo. “Não é nojento, nem repugnante, apenas ajuda a banana a crescer e ficar saborosa”, diz.
Ela reforça ainda que o consumo é seguro. “É perfeitamente seguro comer, embora a textura seja um pouco diferente da polpa, pode ser consumido”, completa.
Outro aspecto abordado por pesquisadores é o aproveitamento da casca da banana. Estudos indicam que essa parte da fruta também apresenta valor nutricional significativo, sendo rica em fibras, antioxidantes e compostos com propriedades anti-inflamatórias, além de minerais como potássio e magnésio.
De acordo com pesquisa publicada na revista ACS Food Science & Technology, a casca pode ser utilizada em preparações culinárias. Uma das alternativas é a produção de farinha, que pode ser incorporada a receitas como bolos e biscoitos. O estudo aponta que a adição de até 10% dessa farinha aumenta o valor nutricional sem comprometer sabor ou textura.
Outro benefício identificado é a maior durabilidade dos alimentos preparados com a casca, que tendem a apresentar maior tempo de conservação.
O professor Faizan Ahmad, coautor do estudo, alerta para a necessidade de cuidados antes do consumo. “Não são seguras para comer cruas, uma vez que estiveram expostas a ambientes poluentes com pesticidas e bactérias que podem ser prejudiciais à saúde”, afirma.
A recomendação é realizar a higienização adequada, seguida de secagem em altas temperaturas. O processamento, como trituração, também é indicado antes do uso em receitas. Mesmo após esse processo, a casca mantém parte de suas propriedades nutricionais, sendo considerada uma alternativa viável para aproveitamento integral do alimento.

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