Série A do Brasileirão 2026 registra oito demissões de técnicos até a oitava rodada, com predominância de estrangeiros e cenário semelhante ao do ano anterior.
A demissão do técnico argentino Martín Anselmi pelo Botafogo, confirmada na manhã de domingo, 22, elevou para oito o número de treinadores desligados na Série A do Campeonato Brasileiro de 2026 até a oitava rodada. O número repete o ritmo de mudanças observado na edição anterior, quando sete técnicos já haviam deixado seus cargos no mesmo estágio da competição.
Entre os profissionais demitidos neste ano, quatro são argentinos, três brasileiros e um colombiano. A sequência de trocas começou com a saída de Jorge Sampaoli do Atlético-MG após resultados considerados insatisfatórios nas primeiras rodadas. Na sequência, Fernando Diniz deixou o comando do Vasco após derrota no Campeonato Carioca e início irregular no Brasileirão.
O colombiano Juan Carlos Osorio foi desligado do Remo após derrota na final do Campeonato Paraense e desempenho abaixo do esperado na competição nacional. Filipe Luís também foi demitido pelo Flamengo, apesar de vitória expressiva sobre o Madureira no estadual, após campanha inicial instável no Brasileirão.
O argentino Hernán Crespo teve a passagem encerrada no São Paulo após eliminação no Campeonato Paulista, mesmo com resultados positivos nas primeiras rodadas do nacional. O técnico Tite deixou o Cruzeiro após sequência de resultados negativos e empates na competição. Juan Pablo Vojvoda foi desligado do Santos depois de derrota na sétima rodada, enquanto Martín Anselmi foi demitido do Botafogo após a primeira vitória da equipe no campeonato, que vinha de cinco derrotas consecutivas.
O cenário atual mantém a tendência de alta rotatividade de treinadores no futebol brasileiro. Em 2025, o campeonato registrou 22 demissões ao longo de 38 rodadas, superando as 21 trocas ocorridas em 2024. O recorde histórico na era dos pontos corridos foi registrado em 2003, com 40 mudanças, em um formato com 24 clubes. Considerando o modelo atual, com 20 equipes, o maior número de demissões ocorreu em 2015, com 32 trocas.
A repetição do volume de demissões nas primeiras rodadas reforça a instabilidade no comando técnico das equipes e a pressão por resultados imediatos no campeonato nacional.

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