Segundo as informações, o criminoso, identificado como Bryan Alef Ozório, passou mal após se engasgar na Penitenciária da Canhanduba. Ele chegou a ficar internado mas não resistiu
Um detento da Penitenciária da Canhanduba, em Itajaí, morreu neste domingo (22) após complicações provocadas por um engasgamento com um pedaço de carne. A vítima foi identificada como Bryan Alef Ozório, de 21 anos, conhecido pelos vultos “Sábio” e “Joga Dez”.
Bryan cumpria pena pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e integração a organização criminosa, ligado à facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Ele era réu no caso da morte de Alessandro Santos Silva, ocorrida em agosto de 2023, em Brusque.
O episódio teve início na última quinta-feira (18), quando Bryan passou mal durante uma refeição dentro da unidade prisional. Conforme as informações apuradas, ele se engasgou com um pedaço de carne e, em meio ao desespero, tentou retirar o alimento manualmente, o que agravou o quadro.
Após o incidente, o detento apresentou vômito com presença de sangue, dores na região do esôfago e abdômen, além de dificuldade para engolir e respirar. Diante da gravidade, ele foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
Mesmo com os procedimentos médicos adotados, o quadro evoluiu de forma crítica. A morte foi confirmada na tarde de domingo (22).
Quem era Bryan Alef Ozório
Natural de Brusque, Bryan era apontado como integrante do PGC e respondia pelo assassinato de Alessandro Santos Silva, cujo corpo foi encontrado no Rio Itajaí-Mirim, em Ilhota, no dia 12 de agosto de 2023. Conforme a Justiça, a vítima teria sido atacada por membros da facção catarinense após declarar, dentro de uma tabacaria no bairro Steffen, que pertencia a uma facção rival.
Conforme decisão da Vara Criminal de Brusque, Bryan e outros quatro indiciados tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas pela prática de homicídio triplamente qualificado, com base nos incisos II, III e IV do artigo 121, §2º, do Código Penal. O crime teria sido motivado por rivalidade entre facções.
Em outro processo, Bryan chegou a ser denunciado por tráfico de drogas após a apreensão de substância entorpecente na tabacaria onde trabalhava. No entanto, a Justiça o absolveu por falta de laudo pericial que comprovasse a materialidade do crime.
Após as investigações em Brusque, Bryan fugiu para o Paraná, sendo posteriormente preso em Foz do Iguaçu. Ele estava recolhido na Penitenciária da Canhanduba, em Itajaí, quando ocorreu o engasgamento fatal.
As circunstâncias exatas da morte devem ser apuradas pelas autoridades competentes. O processo referente ao homicídio de Alessandro Santos Silva segue em tramitação na Justiça de Santa Catarina.

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Fonte ND+



