Proposta em tramitação no Paraná estabelece que responsáveis por maus-tratos arquem com todos os custos do animal ao longo da vida, além de prever ações educativas nas escolas.

Projeto no Paraná prevê que autores de maus-tratos paguem custos vitalícios dos animais vítimas

Proposta em tramitação no Paraná estabelece que responsáveis por maus-tratos arquem com todos os custos do animal ao longo da vida, além de prever ações educativas nas escolas.

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Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná propõe que pessoas responsáveis por maus-tratos a animais sejam obrigadas a arcar com todos os custos relacionados ao tratamento e manutenção das vítimas ao longo de toda a vida. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 132/2026, de autoria do deputado estadual Gilberto Ribeiro.

A proposta altera o Código Estadual de Proteção aos Animais e estabelece que o agressor deverá custear desde o primeiro atendimento veterinário até eventuais cuidados permanentes, nos casos em que o animal apresente sequelas decorrentes da violência. Entre as despesas previstas estão consultas, exames, cirurgias, medicamentos, fisioterapia, próteses e alimentação especial.

Atualmente, os custos decorrentes de situações de maus-tratos são, em grande parte, assumidos por organizações não governamentais, voluntários, adotantes ou pelo poder público. O projeto busca transferir essa responsabilidade diretamente ao autor da agressão.

De acordo com o texto, a obrigação de pagamento permanece mesmo nos casos em que o animal seja resgatado, adotado ou encaminhado a abrigos. A responsabilidade financeira continua vinculada ao agressor, independentemente de quem passe a cuidar do animal.

O projeto também prevê que a forma de pagamento poderá ser definida por decisão judicial, acordo entre as partes envolvidas, determinação de órgãos públicos ou com base em laudos técnicos emitidos por profissionais da área veterinária.

A proposta não substitui outras penalidades já previstas na legislação. O agressor continuará sujeito a sanções administrativas, aplicação de multas e responsabilização criminal, conforme o caso.

Paralelamente, outro projeto apresentado pelo mesmo parlamentar, o Projeto de Lei nº 85/2026, propõe a inclusão de conteúdos relacionados à proteção animal na rede estadual de ensino. A iniciativa prevê a abordagem do tema dentro das disciplinas já existentes, sem a criação de novas matérias ou aumento de custos.

A proposta tem como objetivo ampliar a conscientização sobre o cuidado e o respeito aos animais desde a infância, como forma de prevenção a práticas de violência. Experiências internacionais com foco em educação e conscientização têm sido utilizadas como referência para embasar iniciativas semelhantes.

Os dois projetos seguem em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná e ainda precisam passar pelas etapas de análise e votação antes de eventual aprovação.

Proposta em tramitação no Paraná estabelece que responsáveis por maus-tratos arquem com todos os custos do animal ao longo da vida, além de prever ações educativas nas escolas.
Foto: Orlando Kissner/Alep

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