Vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que governo prioriza abastecimento e redução do preço do diesel, com corte de tributos e subvenção de R$ 0,32 por litro. Medidas visam conter impacto da alta internacional do petróleo.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal prioriza, neste momento, a garantia do abastecimento e a contenção do preço do diesel no país. Segundo ele, as medidas anunciadas nesta semana incluem a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível e a criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro. A estimativa é de que a combinação das ações resulte em diminuição de pelo menos R$ 0,64 por litro ao consumidor.
As decisões consideram que o Brasil importa cerca de 25% do diesel consumido internamente. De acordo com o vice-presidente, a guerra no Oriente Médio provocou elevação na cotação internacional do barril de petróleo, o que tem impactado os preços dos combustíveis no mercado interno.
Alckmin destacou que o aumento do diesel pode refletir no custo dos alimentos, no transporte de mercadorias e no índice de inflação. Ele ressaltou que, apesar de o Brasil ser exportador de petróleo, o país ainda depende da importação de diesel por não possuir capacidade de refino suficiente para atender plenamente à demanda interna.
O vice-presidente também criticou a medida adotada em 2022 pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro, que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e vetou compensação financeira aos estados. Segundo Alckmin, a decisão resultou em ações judiciais por parte das unidades da federação e gerou impactos fiscais. “Os estados foram para a Justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco”, afirmou.
Durante visita a uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF), Alckmin comentou ainda sobre o andamento do programa Move Brasil, política pública voltada à renovação da frota de caminhões e ao estímulo à indústria. Ele informou que o programa conta com R$ 10 bilhões em recursos e que, em dois meses, já foram aplicados R$ 6,2 bilhões. Segundo o vice-presidente, a iniciativa reduziu a taxa média de juros de 23% para 13% e tem incentivado caminhoneiros autônomos a adquirirem veículos novos ou seminovos.
Alckmin também defendeu a política de incentivo ao carro sustentável, com eliminação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O modelo enquadrado como sustentável deve ser fabricado no Brasil, possuir motorização flex, apresentar ao menos 80% de reciclabilidade e emitir no máximo 83 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. De acordo com o vice-presidente, a medida pode contribuir para a redução da poluição ambiental.
O vice-presidente acrescentou que a modernização da frota tende a aumentar a segurança nas rodovias, com potencial redução de acidentes. Segundo ele, a incorporação de novas tecnologias nos veículos contribui para a preservação de vidas e para a melhoria das condições de transporte no país.

Leia também:
- Homem é preso após atear fogo em posto de combustíveis
- Oscar 2026 consagra “Uma batalha após a outra” como melhor filme e Brasil fica sem estatuetas
- Câmara aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres



