A fotografia de um estudante iraniano feita momentos antes de ele sair para a escola passou a circular amplamente nas redes sociais após a confirmação de sua morte em um bombardeio ocorrido na cidade de Minab, no sul do Irã. O ataque aconteceu no dia 28 de fevereiro de 2026, data que marcou o início da ofensiva militar envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel.
O menino foi identificado como Mikaeil Mirdoraghi, aluno do terceiro ano do ensino fundamental. Na imagem, ele aparece de mochila e lancheira azuis, acenando para a mãe enquanto deixava a residência da família para mais um dia de aula. Horas depois, a escola primária onde estudava foi atingida por um ataque aéreo.
De acordo com informações divulgadas por autoridades iranianas e pela imprensa local, cerca de 175 pessoas morreram no bombardeio, entre elas crianças e professores. O episódio ocorreu nas primeiras horas do conflito armado que se iniciou naquela mesma data, quando forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram ações militares contra alvos em território iraniano.
A fotografia do estudante passou a ser compartilhada por perfis pessoais, veículos de comunicação e também por canais oficiais do governo iraniano, que classificou as vítimas como “mártires” do conflito. A imagem tornou-se um dos principais símbolos visuais associados às vítimas civis da ofensiva.

Em entrevista a um jornal iraniano, a mãe do garoto afirmou que o filho pediu para ser fotografado antes de sair de casa naquela manhã. Ela relatou ainda que, na noite anterior ao ataque, o menino fez comentários incomuns durante o jantar em família. Segundo o depoimento, ele elogiou a refeição preparada e participou de uma brincadeira com o irmão, na qual simulavam um confronto fictício entre países.
As circunstâncias exatas do bombardeio seguem sob investigação. Informações preliminares indicam a possibilidade de erro nas coordenadas utilizadas durante a operação militar, com base em dados de inteligência que estariam desatualizados. Até o momento, não houve confirmação oficial definitiva sobre a responsabilidade direta pelo ataque específico à escola.
O conflito iniciado em 28 de fevereiro já provocou milhares de mortes e ampliou a tensão no Oriente Médio, com reflexos diplomáticos e humanitários em diferentes regiões. Organizações internacionais acompanham os desdobramentos e cobram apuração sobre episódios que envolvam vítimas civis.
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