Mulher é presa em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, sob suspeita de envenenar os dois filhos. Criança de 9 anos morreu e adolescente segue fora de risco; caso é investigado pela Polícia Civil.
Uma mulher foi presa sob suspeita de envenenar os dois filhos, de 9 e 14 anos, no município de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais, a criança de 9 anos morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. A adolescente foi socorrida e permanece sob cuidados médicos, sem risco de morte.
Conforme relato da corporação, durante patrulhamento realizado na madrugada de segunda-feira (2), policiais foram abordados pela adolescente, que informou que a mãe e o irmão estavam passando mal dentro da residência. A equipe se deslocou até o imóvel e encontrou a mulher e o filho mais novo desacordados.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para prestar atendimento. Durante os procedimentos de socorro, foi constatado o óbito da criança ainda no local. A mulher apresentou quadro clínico compatível com possível intoxicação, recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhada a uma unidade hospitalar.
Segundo depoimento da adolescente, no dia do ocorrido a mãe teria oferecido aos filhos uma vitamina e um refrigerante, informando que seria uma forma de comemoração. A jovem declarou que ingeriu apenas a vitamina e experimentou pequena quantidade do refrigerante. Após consumir a bebida, percebeu gosto incomum, odor forte e presença excessiva de espuma. O irmão, conforme o relato, ingeriu os dois líquidos oferecidos.
A adolescente afirmou ainda que não era habitual que a mãe permitisse que o irmão consumisse refrigerante, mas que, naquele dia, teria insistido para que ele bebesse.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. Objetos recolhidos na residência, incluindo alimentos e supostas cartas de despedida direcionadas a familiares e ao ex-marido da suspeita, foram encaminhados para perícia.
A mulher recebeu voz de prisão enquanto permanecia internada. Entretanto, em razão do agravamento do estado de saúde, o cumprimento imediato da medida não foi executado. Ela segue hospitalizada sob escolta policial.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais. A adolescente permanece em observação médica e, conforme informações preliminares, não corre risco de morte. As circunstâncias e a motivação do ocorrido serão apuradas no decorrer das investigações.

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