O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou números que evidenciam o impacto devastador da atual escalada militar no Oriente Médio sobre a população infantil. Segundo a organização, mais de 190 crianças morreram em aproximadamente sete dias de confrontos na região. A maioria das vítimas foi registrada no Irã, onde ataques atingiram áreas urbanas e instalações civis, incluindo uma escola.
De acordo com o levantamento apresentado pela agência da ONU, 181 crianças morreram em território iraniano. Também foram contabilizadas sete mortes no Líbano, três em Israel e uma no Kuwait. Em manifestação pública, a entidade destacou que crianças não participam das decisões que levam à guerra, mas acabam sofrendo consequências severas.
Ataque a escola no sul do Irã
Entre os episódios mais graves relatados está o bombardeio contra a escola primária Shajareh Tayyebeh, localizada na cidade de Minab, na província iraniana de Hormozgan. O ataque ocorreu no último sábado (28), por volta das 10h45 no horário local.
Segundo informações divulgadas, cerca de 150 meninas, com idades entre sete e 12 anos, morreram após o impacto de um míssil que atingiu o prédio escolar durante o período de aulas. Mais de 100 vítimas foram registradas ainda no local, sendo ao menos 80 alunas da instituição. O episódio ampliou a repercussão internacional sobre a gravidade da crise humanitária.

Escalada militar e reação em cadeia
A intensificação dos confrontos ocorreu após ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra alvos no Irã. Explosões foram registradas na capital Teerã e em outras cidades. O cenário se agravou com a confirmação da morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, após ofensivas militares.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, além de atingir bases norte-americanas na região. Novos bombardeios foram registrados nos dias seguintes, tanto em território iraniano quanto em áreas ligadas ao Hezbollah, em Beirute, segundo informações oficiais.
Relatórios de agências de direitos humanos indicam que o número total de mortos no conflito já ultrapassa 1.000 pessoas desde o início dos ataques.
Apelos internacionais e possível diálogo
Diante do agravamento da situação, surgiram informações sobre uma possível tentativa de reabertura de canais diplomáticos. Segundo a emissora norte-americana CNN, representantes iranianos teriam sinalizado interesse em retomar negociações com os Estados Unidos, com o objetivo de buscar alternativas para encerrar os confrontos.
No entanto, autoridades norte-americanas afirmaram não manter diálogo em andamento com o governo iraniano. O próprio Irã também negou oficialmente o envio de mensagens formais propondo negociações, o que mantém o cenário de incerteza sobre eventuais avanços diplomáticos.
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