Uma mulher de 28 anos foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina durante o andamento de uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas na região Oeste do estado. A prisão ocorreu na terça-feira, 3 de março, em ação conduzida pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de São Lourenço do Oeste.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, a detenção faz parte do desdobramento de uma investigação que busca identificar integrantes de uma possível associação criminosa voltada à comercialização de entorpecentes na região. As apurações são conduzidas pela equipe especializada da DIC, unidade responsável por investigações relacionadas a crimes de maior complexidade.
Segundo os investigadores, o trabalho policial apontou indícios de que a mulher participaria de um grupo envolvido na venda de drogas. Conforme os levantamentos realizados durante a investigação, ela estaria atuando em conjunto com outras duas pessoas: uma mulher de 26 anos e um homem de 30 anos.
Esse casal já havia sido alvo de uma ação policial anterior. Ambos foram presos no dia 9 de dezembro de 2025, após serem flagrados transportando drogas. Desde então, os dois permanecem detidos e respondem judicialmente pelos crimes investigados.
A continuidade das investigações permitiu aos policiais identificar possíveis conexões entre os envolvidos e reunir elementos considerados relevantes para o andamento do processo. Com base nas informações coletadas ao longo do trabalho investigativo, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição de um mandado de prisão preventiva contra a suspeita.
A medida foi autorizada pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Concórdia, responsável pela análise de pedidos relacionados às investigações criminais na região. A decisão levou em consideração os indícios reunidos pela Polícia Civil durante o andamento do inquérito.
Após a expedição da ordem judicial, os policiais passaram a realizar diligências com o objetivo de localizar a suspeita. As buscas resultaram na identificação do paradeiro da mulher na cidade de Xanxerê, também localizada no Oeste catarinense.
Equipes da Polícia Civil se deslocaram até o município e realizaram a captura da investigada em cumprimento ao mandado de prisão preventiva. A prisão ocorreu sem registro de incidentes, conforme informou a corporação.
Após ser detida, a mulher foi conduzida para os procedimentos legais previstos em casos desse tipo. Inicialmente, foram realizadas as formalidades administrativas relacionadas ao cumprimento da ordem judicial, incluindo a confirmação da identidade e o registro da prisão.
Na sequência, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Feminino de Chapecó, unidade prisional que atende detentas da região Oeste de Santa Catarina. Ela permanece recolhida no local e está à disposição da Justiça para as próximas etapas do processo.
A prisão preventiva é uma medida cautelar prevista na legislação brasileira e pode ser decretada quando a Justiça entende que a liberdade do investigado pode representar risco para o andamento da investigação, para a ordem pública ou para a aplicação da lei penal.
No caso das investigações relacionadas ao tráfico de drogas, a medida costuma ser aplicada quando existem indícios de participação em organização criminosa, continuidade da atividade ilícita ou possibilidade de interferência nas apurações.
A Delegacia de Investigações Criminais desempenha papel fundamental nesse tipo de investigação, concentrando esforços no combate a crimes considerados mais complexos, como tráfico de drogas, organizações criminosas, homicídios e outras infrações penais de maior gravidade.
O trabalho da DIC envolve coleta de informações, monitoramento de suspeitos, análise de dados e realização de diligências para reunir provas que possam subsidiar ações judiciais. Em muitos casos, as investigações se estendem por meses até que seja possível reunir elementos suficientes para a adoção de medidas legais.
A Polícia Civil reforçou que o combate ao tráfico de drogas é uma das prioridades das forças de segurança pública no estado. Esse tipo de crime costuma estar associado a outros delitos, como violência, lavagem de dinheiro e formação de organizações criminosas.
As ações policiais buscam não apenas prender pessoas envolvidas diretamente na comercialização de entorpecentes, mas também desarticular redes que atuam na distribuição e no abastecimento dessas substâncias ilícitas.
Investigações desse tipo também dependem, muitas vezes, da colaboração da população por meio de denúncias anônimas e informações que possam contribuir para a identificação de atividades suspeitas. A Polícia Civil mantém canais específicos para o recebimento dessas informações, garantindo sigilo aos denunciantes.
O inquérito policial relacionado ao caso continua em andamento e novas diligências podem ser realizadas para aprofundar as apurações sobre a possível atuação da associação criminosa investigada.
A suspeita presa permanece sob custódia no sistema prisional enquanto o processo segue para análise das autoridades judiciais competentes. A Justiça deverá avaliar os elementos reunidos pela investigação e determinar os próximos passos do procedimento criminal.

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