Paraná começa a distribuir vacina nacional contra dengue e prioriza profissionais da saúde

Paraná começa a distribuir vacina nacional contra dengue e prioriza profissionais da saúde

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O Governo do Paraná deu início à distribuição de uma nova remessa de vacinas contra a dengue às Regionais de Saúde do Estado. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saude do Parana (Sesa), marca mais uma etapa no enfrentamento à doença e amplia a proteção de profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.

O lote recebido soma 31.500 doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, imunizante 100% nacional que passa a integrar a estratégia de imunização no Estado. Nesta fase inicial, a prioridade é garantir a proteção dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS).

Vacinação contra dengue no Paraná prioriza linha de frente

De acordo com a Sesa, as doses serão destinadas principalmente aos profissionais que atuam em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo vacinadores das salas públicas, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

Levantamento estadual aponta que o público-alvo prioritário soma 61.486 trabalhadores distribuídos nos 399 municípios paranaenses. Como o quantitativo disponível representa cerca de 51% da necessidade estimada, a aplicação ocorrerá de forma escalonada, começando pelos profissionais com maior exposição ao risco.

Ampliação da imunização e histórico da campanha

Em 2024, o Paraná já havia iniciado a vacinação contra a dengue com doses fornecidas pelo laboratório Takeda, voltadas inicialmente ao público de 10 a 14 anos, totalizando 277.653 aplicações.

Com a chegada do novo imunizante do Instituto Butantan, a estratégia é expandir gradualmente a cobertura para pessoas de 15 a 59 anos, conforme a disponibilidade de remessas enviadas pelo Ministério da Saúde.

A nova vacina é aplicada em dose única e contém vírus atenuados dos quatro sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). O objetivo é estimular resposta imunológica ampla, reduzindo o risco de formas graves e hospitalizações.

A vacinação integra um conjunto de medidas de controle da doença no Estado. Além da imunização, o plano inclui vigilância epidemiológica contínua, campanhas de mobilização social e ações permanentes de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor também da chikungunya e do zika vírus.

Segundo a Sesa, mesmo com o avanço da cobertura vacinal, é indispensável manter cuidados preventivos, como evitar o acúmulo de água parada, manter quintais e caixas d’água limpos e procurar atendimento ao surgirem sintomas como febre alta, dores no corpo e mal-estar.

As 22 Regionais de Saúde do Paraná já passaram por capacitação específica para esta nova etapa da campanha, garantindo padronização dos procedimentos e orientação adequada às equipes municipais.

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