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Refrigerante faz mal? 5 motivos comprovados para reduzir (inclusive a versão zero) e proteger sua saúde

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Presente em almoços de domingo, festas de aniversário e até na rotina diária de milhões de brasileiros, o refrigerante se tornou uma das bebidas mais consumidas no país. Gelado, doce e altamente palatável, ele ativa a sensação de prazer quase instantaneamente. O problema é que esse hábito aparentemente inofensivo pode trazer impactos silenciosos e cumulativos para a saúde.

Mesmo as versões zero açúcar ou diet, frequentemente vistas como alternativas “mais saudáveis”, não estão livres de controvérsias. Especialistas em nutrição alertam que o consumo frequente pode desencadear uma série de prejuízos ao organismo. A seguir, veja cinco motivos importantes para repensar o consumo de refrigerante no dia a dia.

1️⃣ Pode comprometer a saúde dos ossos

Os refrigerantes do tipo cola contêm ácido fosfórico, um aditivo responsável por parte do sabor característico da bebida. O excesso dessa substância no organismo pode interferir no equilíbrio entre cálcio e fósforo, favorecendo a redução da densidade mineral óssea.

Com o tempo, essa perda de cálcio pode aumentar o risco de osteoporose e fraturas, especialmente em mulheres, que já possuem maior predisposição à doença após a menopausa. Quando o refrigerante substitui o consumo de leite ou outras fontes de cálcio, o impacto pode ser ainda mais significativo.

2️⃣ Está associado ao ganho de peso e à obesidade

Refrigerantes tradicionais são ricos em açúcar e fornecem grande quantidade de calorias vazias — ou seja, calorias sem valor nutricional relevante. Diferentemente dos alimentos sólidos, as bebidas açucaradas não promovem saciedade adequada, o que facilita o consumo excessivo.

Estudos associam o consumo frequente dessas bebidas ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. O açúcar em excesso provoca picos rápidos de glicose no sangue, estimulando a produção de insulina e favorecendo o acúmulo de gordura corporal.

Mesmo as versões zero não são totalmente inocentes. Pesquisas indicam que adoçantes artificiais podem interferir na regulação do apetite e na microbiota intestinal, contribuindo indiretamente para alterações metabólicas.

3️⃣ Exige esforço extra do organismo

Os refrigerantes contêm corantes, conservantes, aromatizantes artificiais e outros compostos químicos. Para metabolizar e eliminar essas substâncias, o corpo precisa mobilizar recursos internos, incluindo vitaminas e minerais importantes.

Nas versões diet ou zero, a concentração de adoçantes artificiais pode ser elevada. Embora tenham poucas ou nenhuma caloria, esses compostos exigem processamento hepático e renal, aumentando a carga metabólica do organismo quando consumidos com frequência.

Em longo prazo, esse esforço contínuo pode impactar o equilíbrio interno do corpo, especialmente em pessoas que já possuem predisposição a problemas renais ou hepáticos.

4️⃣ Pode prejudicar a absorção de nutrientes

Consumir refrigerante durante as refeições é um hábito comum, mas pouco recomendado. A presença de ácido fosfórico e a alta acidez da bebida podem interferir na absorção de minerais importantes, como ferro, cálcio e fósforo.

Isso significa que, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada, o aproveitamento dos nutrientes pode ser reduzido quando a bebida está presente na refeição. Em populações mais vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos, essa interferência pode ter impactos mais expressivos ao longo do tempo.

Além disso, a substituição de água ou sucos naturais por refrigerante reduz a ingestão de líquidos mais adequados para hidratação e equilíbrio metabólico.

5️⃣ Pode elevar a pressão arterial

Outro ponto de atenção é o teor de sódio presente tanto nos refrigerantes tradicionais quanto nas versões zero. Embora muitas pessoas associem o sódio apenas a alimentos salgados, ele também está presente em bebidas industrializadas.

O consumo frequente pode contribuir para o aumento da pressão arterial, especialmente em indivíduos com predisposição à hipertensão. A elevação constante da pressão está relacionada ao maior risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações cardiovasculares.

Somado ao excesso de açúcar — no caso das versões comuns — o efeito sobre o sistema cardiovascular pode se tornar ainda mais preocupante.

Reduzir é possível e faz diferença

Cortar completamente o refrigerante pode ser um desafio para quem já incorporou a bebida à rotina. No entanto, reduzir gradativamente o consumo já representa um avanço significativo para a saúde.

Substituições simples, como água com gás e limão, chás naturais ou sucos sem açúcar, ajudam na transição e diminuem a dependência do sabor extremamente doce característico dos refrigerantes.

O consumo eventual, dentro de um contexto de alimentação equilibrada, tende a ser menos prejudicial do que a ingestão diária. O ponto central está na frequência e na quantidade.

A popularidade do refrigerante no Brasil é inegável, mas os impactos à saúde também são cada vez mais discutidos por profissionais da área. Entender os riscos — inclusive das versões zero — permite decisões mais conscientes.

Ao longo dos anos, pequenas escolhas diárias acumulam grandes resultados. Reduzir o refrigerante pode parecer um detalhe, mas pode representar um passo importante na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida.

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