Mascar chiclete pode melhorar a concentração, sugere estudo

Mascar chiclete pode melhorar a concentração, sugere estudo

Mascar chiclete pode parecer apenas um hábito comum, associado ao gosto, à ansiedade ou à distração. No entanto, um estudo divulgado em 2013 por pesquisadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, sugeriu que o ato de mascar chiclete pode ajudar algumas pessoas a manterem a concentração por mais tempo, especialmente em tarefas repetitivas e de atenção contínua.

A pesquisa analisou participantes durante uma atividade auditiva de 30 minutos. Eles precisavam ouvir sequências de números e identificar determinados padrões. Parte do grupo mascava chiclete enquanto fazia o teste; a outra parte não. Ao final, os pesquisadores observaram que quem mascava chiclete apresentou respostas mais rápidas e precisas, principalmente nas etapas finais da tarefa.

O que o estudo mostrou

O resultado mais interessante apareceu com o passar do tempo. No início da atividade, os participantes que não mascavam chiclete chegaram a ter desempenho semelhante ou até ligeiramente melhor. Porém, conforme a tarefa avançava e a atenção começava a cair, o grupo que mascava chiclete manteve melhor nível de concentração.

Isso sugere que a mastigação pode ajudar a preservar o estado de alerta. Em atividades longas, monótonas ou repetitivas, o cérebro tende a perder ritmo. O ato de mascar pode funcionar como um pequeno estímulo físico, ajudando a pessoa a permanecer mais atenta.

Chiclete ajuda nos estudos?

A resposta mais equilibrada é: pode ajudar em alguns momentos, mas não faz milagre. Mascar chiclete não substitui uma boa noite de sono, um ambiente adequado, pausas regulares e um método de estudo eficiente. Ele pode ser útil como apoio em tarefas que exigem foco por mais tempo, como leitura, revisão, exercícios repetitivos ou atividades que pedem atenção contínua.

Mascar chiclete pode melhorar a concentração, sugere estudo

Também é importante ter cautela. Chicletes com açúcar, quando consumidos em excesso, podem prejudicar a saúde bucal. Pessoas com dores na mandíbula, bruxismo ou problemas na articulação temporomandibular devem evitar o hábito frequente. Para quem deseja testar, as versões sem açúcar costumam ser mais indicadas.

O cérebro e a mastigação

Uma das hipóteses levantadas por pesquisadores é que a mastigação aumente levemente o nível de ativação do organismo. Em termos simples, o corpo fica um pouco mais desperto. Esse efeito pode ajudar a reduzir a queda de atenção durante tarefas cansativas.

Ainda assim, os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Algumas podem sentir melhora no foco; outras não percebem diferença. Por isso, o chiclete deve ser visto como um recurso simples e pontual, não como uma solução garantida para produtividade.

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