Levantamento do Ministério das Cidades e do BNDES aponta seis projetos estratégicos de transporte público para a Região Metropolitana de Curitiba, com previsão de R$ 5,8 bilhões em investimentos

Estudo nacional mapeia seis projetos de mobilidade para a Região Metropolitana de Curitiba

Levantamento do Ministério das Cidades e do BNDES aponta seis projetos estratégicos de transporte público para a Região Metropolitana de Curitiba, com previsão de R$ 5,8 bilhões em investimentos

A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná participou do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, elaborado pelo Ministério das Cidades em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O levantamento foi lançado nesta quarta-feira (1º) e incluiu projetos previstos para a Região Metropolitana de Curitiba.

O estudo realizou um diagnóstico das 21 regiões metropolitanas mais populosas do país, com o objetivo de mapear projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade. A análise considera um horizonte de 30 anos e busca reunir informações sobre obras estruturantes, boas práticas e referências para subsidiar uma estratégia nacional de mobilidade urbana.

No Paraná, foram mapeados seis projetos estratégicos. Entre eles está a implantação do BRT Norte-Sul Metropolitano, previsto para conectar Colombo, Curitiba e Fazenda Rio Grande. O levantamento também inclui o BRT Araucária, que ligará o Terminal Central de Araucária à Cidade Industrial de Curitiba; o BRT Piraquara, entre o Terminal de Piraquara e o Terminal de Pinhais; e o BRT Colombo, conectando o Terminal Roça Grande ao Terminal Santa Cândida.

Também constam no estudo o BRT São José dos Pinhais, com ligação entre o Terminal Centenário e o Terminal Afonso Pena, e a implantação do VLT Expresso Metropolitano, previsto para conectar o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, ao Centro Cívico, em Curitiba.

De acordo com o levantamento, os seis projetos previstos para a Região Metropolitana de Curitiba somam aproximadamente R$ 5,8 bilhões em investimentos. Quando implantados, deverão atender cerca de 334.842 usuários por dia e beneficiar sete municípios da região.

Entre os projetos apontados pelo estudo, dois já estão em andamento por meio da Amep. Um deles é a elaboração dos estudos de viabilidade e anteprojetos do BRT Norte-Sul Metropolitano, contratada pela agência em março deste ano. O outro é a estruturação da modelagem para concessão de um sistema de VLT entre São José dos Pinhais e Curitiba, com previsão de lançamento em 2027.

O presidente da Amep, Gilson Santos, afirmou que o levantamento reforça a necessidade de priorização de investimentos em mobilidade urbana e de concentração de recursos em obras estruturantes nas regiões metropolitanas.

“Muitos projetos considerados importantes para as regiões metropolitanas requerem investimentos altos, às vezes na casa dos bilhões de reais, o que dificulta sua execução de forma isolada pelos municípios e até estados. Com este mapeamento é possível estabelecer quais são as prioridades e promover a concentração dos recursos que podem ser oriundos do governo federal, governo estadual, municípios e instituições financeiras nacionais e internacionais”, disse.

Gilson Santos também afirmou que iniciativas desse tipo podem contribuir para melhorar a infraestrutura de mobilidade no país.

“São essas ações que podem alterar e melhorar o cenário precário da infraestrutura para a mobilidade em nosso país, que cada vez mais impacta a vida do cidadão”, declarou.

Em âmbito nacional, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana mapeou 214 projetos em 21 regiões metropolitanas. O volume estimado de investimentos ultrapassa R$ 473 bilhões e inclui obras de infraestrutura, aquisição de veículos e implantação de sistemas como BRTs, VLTs, trens, monotrilhos e metrôs.

O levantamento deve servir como referência para a definição de estratégias e para a busca de fontes de financiamento voltadas à ampliação e qualificação do transporte coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país.

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