Paraná liderou as contratações do BRDE no Plano Safra 2025/26, com R$ 1,3 bilhão em crédito rural, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina
As contratações de crédito realizadas pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul no âmbito do Plano Safra 2025/26 somaram R$ 2,8 bilhões na Região Sul. O ciclo foi encerrado com operações voltadas ao financiamento de investimentos produtivos, modernização de estruturas, compra de máquinas e equipamentos, armazenagem, irrigação, inovação, sustentabilidade e fortalecimento de cooperativas e agroindústrias.
O Paraná concentrou a maior parte do volume contratado pelo BRDE no período, com R$ 1,3 bilhão, o equivalente a 46% do total aplicado na Região Sul. O Rio Grande do Sul aparece na sequência, com R$ 888,7 milhões, seguido por Santa Catarina, com R$ 624,5 milhões. Além dos valores destinados aos três estados do Sul, o banco também contratou R$ 184 milhões em operações no Mato Grosso do Sul, por meio do FCO Rural.
As linhas operadas durante o Plano Safra atenderam diferentes segmentos da cadeia agropecuária. Os recursos foram direcionados a produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e empresas vinculadas ao setor, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva, melhorar a eficiência das propriedades e apoiar projetos de competitividade no campo.
O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, afirmou que o resultado reforça a atuação do banco junto ao setor produtivo.
“O Plano Safra é um instrumento essencial para transformar planejamento em investimento. O desempenho do BRDE mostra que o banco está presente onde o crédito tem impacto direto: na modernização das propriedades, no fortalecimento das cooperativas, na expansão das agroindústrias e na geração de desenvolvimento para os estados em que atuamos”, afirmou.
Além das linhas vinculadas ao Plano Safra, o BRDE mantém o programa Meu Agro, que reúne alternativas de financiamento para diferentes etapas da cadeia produtiva. A iniciativa abrange operações voltadas ao fornecimento de insumos, distribuição, comercialização, armazenagem, irrigação, modernização, aquisição de máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, produção sustentável e projetos empresariais ligados ao agronegócio.
No Paraná, parte das operações contratadas pelo BRDE pode contar também com o apoio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado que concede subvenção econômica para reduzir o custo de financiamentos destinados ao setor agropecuário.
A política permite a equalização de parte dos juros em operações voltadas a produtores rurais, cooperativas, associações, agroindústrias familiares e projetos estratégicos no campo. Entre as áreas atendidas estão irrigação, energia renovável, modernização produtiva e diversificação das atividades agropecuárias.
O programa também contempla atividades da pecuária, com destaque para a cadeia leiteira. Nesse segmento, podem ser financiados investimentos em matrizes, instalações, equipamentos e implementos, conforme as regras de enquadramento.
Combinado às condições do Plano Safra, o Banco do Agricultor Paranaense pode reduzir o custo final do crédito para os beneficiários. Em determinadas linhas, a equalização estadual permite juro zero para produtores enquadrados no Pronaf, cooperativas da agricultura familiar e agroindústrias familiares, de acordo com o tipo de projeto e os limites definidos pelo programa.
Nas demais modalidades, o benefício pode representar redução dos encargos financeiros, com abatimento de até cinco pontos percentuais para produtores rurais, cooperativas e associações produtivas. A aplicação do benefício depende do porte do beneficiário, da atividade financiada e das regras previstas para cada linha.
O diretor Administrativo do BRDE, Heraldo Neves, afirmou que a combinação entre as políticas nacional e estadual amplia o alcance do crédito rural no Paraná.
“O Plano Safra oferece a base nacional de financiamento, e o Banco do Agricultor Paranaense reforça essa política no Paraná ao melhorar as condições para quem investe no campo. Essa combinação permite que mais produtores, cooperativas e empresas avancem em projetos de modernização e aumento de produtividade”, afirmou.
Com o encerramento do ciclo 2025/26, o novo Plano Safra 2026/27 começa em julho e terá duração de 12 meses. A nova etapa deverá contar com condições de financiamento para custeio, investimento, comercialização e modernização da produção agropecuária.
Em nível nacional, o Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. Além disso, cerca de R$ 83 bilhões estarão disponíveis em linhas voltadas à agricultura familiar.
Segundo o BRDE, as condições operacionais do novo ciclo, incluindo taxas, limites, programas e critérios de enquadramento, serão incorporadas pelo banco conforme a regulamentação das fontes de recursos e a disponibilidade das linhas para contratação. Essas definições devem ocorrer nas próximas semanas.
As informações sobre as linhas de crédito operadas pelo BRDE podem ser consultadas no site da instituição.
Leia mais: Vem aí 24⁰ Arraial de São José do Cedro e o Festival da Canção no dia 4 de julho
Leia mais: Vereadores de Flor da Serra do Sul cobram medidas de segurança no Rio Verde

Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
Sugestões de pauta: Entre em contato via WhatsApp: (49) 3644 1724.
🚀 Aproveite e nos siga no Google Notícias: Clique aqui para seguir o Jornal da Fronteira




