Uma menina de 10 anos precisou permanecer uma semana no hospital depois de sofrer queimaduras no rosto provocadas pela explosão de um brinquedo sensorial aquecido. O caso ocorreu em Gold Coast, no estado de Queensland, na Austrália, e levou médicos e familiares a alertarem sobre práticas perigosas divulgadas nas redes sociais.
A criança foi identificada como Violet Zerbst. Segundo informações da emissora australiana 7News, ela havia assistido a vídeos nos quais pessoas aqueciam brinquedos flexíveis, conhecidos como “squishies”, com a intenção de deixá-los mais macios.
Depois de retirar o objeto do micro-ondas, a menina começou a apertá-lo. O conteúdo quente acumulado no interior rompeu a parte externa do brinquedo e atingiu seu rosto, incluindo os lábios e a boca.
A mãe levou Violet imediatamente ao banheiro e colocou a região atingida sob água corrente, enquanto o pai, Jody Zerbst, acionava o serviço de emergência. Paramédicos realizaram o primeiro atendimento no local antes de encaminhar a criança ao hospital.
Violet permaneceu internada durante uma semana para acompanhamento e tratamento das queimaduras. Após receber alta, ela continuou a recuperação em casa.
A família decidiu divulgar o caso como forma de alertar outros responsáveis e crianças sobre os riscos de reproduzir tendências vistas em vídeos publicados na internet. O episódio também ampliou as preocupações de profissionais da saúde com acidentes semelhantes envolvendo brinquedos preenchidos com gel ou outros materiais.
De acordo com a 7News, Violet foi a segunda criança atendida no mesmo hospital, naquela semana, com queimaduras relacionadas a esse tipo de brinquedo. Médicos alertaram que o material aquecido pode provocar lesões de diferentes graus quando o revestimento se rompe.
A fabricante do modelo envolvido informa que o produto não deve ser aquecido, congelado nem colocado no micro-ondas, devido ao risco de ferimentos. O alerta consta nas orientações oficiais de segurança do brinquedo.
Especialistas também orientam pais e responsáveis a verificarem as advertências presentes nas embalagens, supervisionarem o uso dos produtos e conversarem com as crianças sobre os perigos de repetir práticas divulgadas nas redes sociais sem conhecer os riscos.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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