Corpo de Bombeiros do Paraná alerta que fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime e pode causar incêndios, acidentes e danos à rede elétrica
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforçou o alerta sobre os riscos relacionados à fabricação, à comercialização, ao transporte e à soltura de balões durante o período de festas juninas. Além de constituir crime ambiental, a prática pode provocar incêndios em áreas de vegetação e imóveis, atingir redes elétricas e contribuir para acidentes de trânsito.
A proibição está estabelecida no artigo 42 da Lei Federal nº 9.605, de 1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A legislação prevê pena de detenção de um a três anos, multa ou aplicação conjunta das duas penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam causar incêndios em florestas, áreas de vegetação, regiões urbanas ou outros locais ocupados pela população.
Também podem ser aplicadas sanções administrativas, incluindo multas. A responsabilização não se limita à pessoa que solta o artefato e alcança quem participa da fabricação, da venda ou do transporte.
O alerta é intensificado nos meses de junho e julho, período marcado pelas festas juninas e pela redução das chuvas em diferentes regiões do Paraná. A baixa umidade do ar e o acúmulo de material seco aumentam a possibilidade de propagação do fogo quando há contato com uma fonte de ignição.
Ao contrário de outras práticas associadas às comemorações juninas, os balões não podem ser controlados depois de lançados. O artefato transporta uma chama acesa, pode percorrer grandes distâncias e cair em locais imprevisíveis, como florestas, lavouras, residências, empresas, rodovias e instalações públicas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, um único balão pode iniciar incêndios de grandes proporções e provocar danos ao meio ambiente, ao patrimônio público e a propriedades particulares. A queda sobre imóveis também pode colocar moradores e trabalhadores em risco.
Os balões ainda podem atingir postes, cabos e equipamentos do sistema elétrico, provocando interrupções no fornecimento de energia. A porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, afirmou que esse tipo de ocorrência já afetou bairros e locais próximos a serviços essenciais.
“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explicou.
Nas rodovias e vias urbanas, a queda dos artefatos também pode prejudicar a visibilidade dos motoristas, atingir veículos ou obrigar condutores a realizar manobras repentinas, ampliando o risco de acidentes.
O alerta ocorre durante a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, desenvolvida pelo Corpo de Bombeiros em todo o Paraná. A iniciativa amplia as ações de prevenção, monitoramento e atendimento de ocorrências durante o período com maior risco de incêndios em vegetação.
De acordo com a capitã, as condições climáticas do período tornam qualquer fonte de calor potencialmente perigosa, especialmente em locais com vegetação seca.
“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressaltou.
O Corpo de Bombeiros orienta a população a não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões e a não incentivar a prática durante festas juninas. Ao identificar situações relacionadas a essas atividades, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou registrar uma denúncia anônima pelo número 181.
Em casos de princípio de incêndio, o contato deve ser feito imediatamente com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A corporação também recomenda atenção redobrada com fogueiras e outras fontes de calor durante os períodos de estiagem.
A capitã Luisiana reforçou que a soltura de balões não deve ser tratada como uma atividade recreativa, devido à gravidade das consequências possíveis.
“É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, afirmou.

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Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
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