Segundo Iara de Souza, argentinos e venezuelanos representam cerca de 90% dos estrangeiros que procuram os serviços municipais de assistência

Barracão não registra moradores de rua; assistência atende migrantes e pessoas em trânsito

Segundo Iara de Souza, argentinos e venezuelanos representam cerca de 90% dos estrangeiros que procuram os serviços municipais de assistência

Após um homem ter sido localizado já em óbito em um banco da Praça Clevelândia em Barracão, um grande debate quanto a políticas de assistência aos moradores de rua foi levantado na Tri Fronteira. Embora a vítima em questão não fosse moradora de rua, a situação acabou chamando a atenção.

Diante das cobranças procuramos a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social de Barracão que informou que a equipe foi acionada pelas polícias Civil e Militar, para localização dos familiares do homem, tendo em vista que ele recebia acompanhamento dos programas sociais do município e da rede de saúde.

“Ele morava no Bairro Alvorada, tinha familiares e já havia passado por internações; enfrentava problemas com consumo de álcool, transtornos de saúde e episódios de convulsão”, afirmou a secretária. Iara acrescentou que a vítima não vinha usando a medicação de forma regular e que, na noite anterior, havia jantado com parentes antes de sair de casa.

Após a identificação, servidores da Secretaria da Família acompanharam os familiares e prestaram auxílio nos procedimentos necessários para os atos fúnebres.

Nesse sentido e ao detalhar o atendimento à pessoas em situação de rua ou de passagem pelo município, Iara disse que o CRAS, o CREAS e a Secretaria da Família recebem diariamente pedidos de passagens, roupas e alimentação. Segundo ela, argentinos e venezuelanos correspondem a cerca de 90% dos estrangeiros que procuram os serviços municipais de assistência, e parte dessas pessoas está no país sem documentação migratória regularizada.

“Cada caso é avaliado individualmente pela equipe de assistência social, que pode fornecer café, lanche, roupas e orientações conforme a necessidade. A concessão de passagens depende da situação documental; o município não pode custear transporte de estrangeiros em situação irregular no país. No caso de brasileiros, uma assistente social realiza avaliação socioeconômica e busca contato com familiares; quando possível, o município fornece passagem para retorno à cidade de origem”, explicou a secretária.

A respeito de albergues, Iara informou que nem Barracão e nem Dionísio Cerqueira não dispõem desse tipo de serviço, por isso as equipes orientam as pessoas atendidas a procurar cidades vizinhas que ofereçam acolhimento temporário.

No caso de estrangeiros, os servidores verificam se a entrada no Brasil ocorreu de forma regular e se há documentação reconhecida pela Polícia Federal. A Secretaria mantém contato com a Polícia Federal para confirmar a situação migratória; quem tiver pendências é orientado a regularizar o cadastro antes de solicitar certos auxílios.

Ainda de acordo com Iara, a Secretaria da Família também coordena a arrecadação e distribuição de doações de roupas, calçados, cobertores, cachecóis, luvas e toucas.

Iara alertou que muitos atendidos chegam sem roupas adequadas para as baixas temperaturas, e pediu a colaboração da comunidade com peças em bom estado.

“Recebemos doações que precisam ser descartadas por estarem rasgadas, sujas ou danificadas; pedimos que a população entregue apenas itens limpos e conservados, prontos para uso”, orientou.

As doações são destinadas a estrangeiros, brasileiros em situação de vulnerabilidade e pessoas que passam pelo município sem agasalhos adequados.

Leia mais: Santa Catarina registra -9,1°C e tem 22 cidades com temperaturas negativas

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

Sugestões de pauta: Entre em contato via WhatsApp: (49) 3644 1724.

🚀 Aproveite e nos siga no Google Notícias: Clique aqui para seguir o Jornal da Fronteira

Rolar para cima
Copyright © Todos os direitos reservados.