A movimentação e o barulho gerados pelas transmissões da Copa do Mundo dentro de casa podem aumentar o risco de crises urinárias em gatos, segundo alerta da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil. A entidade chama atenção para a relação entre a alteração da rotina dos lares e o desencadeamento da Cistite Idiopática Felina (CIF), quadro associado ao estresse.
De acordo com a International Society of Feline Medicine (ISFM), a CIF representa entre 55% e 65% dos casos de Doença do Trato Urinário Inferior Felino (DTUIF), que engloba problemas na bexiga e na uretra. Ao contrário de infecções urinárias causadas por microrganismos, a CIF costuma estar ligada a fatores ambientais e emocionais, com o estresse figurando entre os principais gatilhos.
Os felinos normalmente manifestam desconforto de forma discreta, diferentemente de cães que exibem sinais evidentes como latidos ou tremores. Barulho excessivo, visitantes desconhecidos, mudanças nos horários habituais e outros estímulos podem levar o animal a se esconder, beber menos água e a manter-se em estado de alerta, condições que favorecem reações fisiológicas capazes de inflamar a bexiga.
A American Association of Feline Practitioners (AAFP) recomenda previsibilidade na rotina e enriquecimento ambiental como medidas centrais para preservar o bem-estar físico e emocional dos gatos. Especialistas explicam que o estresse provoca alterações neuroendócrinas que danificam a camada protetora da bexiga, facilitando processos inflamatórios, dor e alterações na micção.
Em machos, a situação pode evoluir para obstrução uretral, condição que impede a eliminação da urina e constitui emergência veterinária. Ewellin Lima, médica veterinária na WeVets (CRMV-SP – 45.551), alerta que, durante os jogos, os sinais costumam passar despercebidos pela família: o gato pode ficar escondido por horas, reduzir a ingestão de água ou ir repetidamente à caixa de areia sem conseguir urinar. Quando ocorre obstrução, há risco rápido de insuficiência renal aguda.
Além do estresse, reuniões e confraternizações aumentam a chance de ingestão acidental de alimentos inadequados para pets. Salgadinhos, embutidos, petiscos destinados a humanos e preparações com alho, cebola ou excesso de sal podem causar intoxicações, problemas gastrointestinais ou agravar condições renais em cães e gatos.
Cuidados sugeridos durante as partidas
Ambiente tranquilo: reserve um cômodo afastado da agitação para o gato, com cortinas fechadas e sons ambientes suaves.
Recursos próximos: mantenha água fresca, alimento, caixa de areia, arranhadores e esconderijos no mesmo espaço, evitando que o animal tenha de atravessar áreas movimentadas.
Feromônios sintéticos: o uso de difusores ou sprays próprios para felinos pode ajudar a reduzir a sensação de insegurança.
Rotina: preserve horários regulares de alimentação, interação e limpeza da caixa de areia mesmo nos dias de jogos.
Observação: fique atento a sinais como idas frequentes à caixa de areia, esforço para urinar, vocalização de dor, sangue na urina, lambedura excessiva da região genital ou eliminações fora da caixa; nesses casos, busque avaliação veterinária imediata.
Pequenas ações preventivas podem minimizar riscos e garantir que o animal passe pelo período de jogos com menor estresse e mais segurança.
Com informações de Semeupetfalasse.wordpress
Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.
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