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DNA antigo indica que riqueza e poder influenciaram mais que laços familiares

Pesquisadores que analisaram material genético antigo da necrópole de Tamir, na estepe mongol, descobriram que a posição social, a riqueza e as conexões políticas tiveram papel mais decisivo nas escolhas de sepultamento do que laços biológicos próximos. O sítio funerário, associado ao conjunto Xiongnu — um dos primeiros impérios nômades da Ásia — está localizado em um promontório elevado na região.

O trabalho com DNA antigo permitiu confrontar as relações de parentesco entre os enterrados com a distribuição de bens e com a arquitetura dos túmulos. Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que indivíduos não necessariamente relacionados por sangue foram sepultados próximos ou em contextos funerários semelhantes, enquanto parentes próximos podiam ter sepultamentos distintos, compatíveis com posições sociais diferentes.

Conforme o estudo, características como a presença de artefatos de luxo, a elaboração das construções funerárias e os sinais de prestígio nos conjuntos Sepulcrais foram indicadores mais consistentes de inclusão em determinados agrupamentos do cemitério do que evidências de parentesco genético direto. Esses achados sugerem que as decisões sobre locais e modalidades de enterro refletiam hierarquias sociopolíticas e redes de poder dentro da sociedade Xiongnu.

Os resultados contribuem para uma compreensão mais complexa das dinâmicas sociais entre populações nômades antigas, mostrando que estruturas de status e vínculos políticos podiam sobrepor-se às relações familiares na organização do espaço funerário. A análise genética serviu, nesse caso, como ferramenta para mapear discrepâncias entre laços de sangue e práticas mortuárias, oferecendo uma nova perspectiva sobre como prestígio e autoridade eram exibidos nas sepulturas.

O estudo da necrópole de Tamir amplia o conhecimento sobre as práticas funerárias do Xiongnu e reforça a importância de abordagens interdisciplinares — combinando arqueologia e genética — para interpretar padrões sociais em sociedades pré-agrárias e nômades.

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

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