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Babá é indiciada por homicídio após morte de menina de 2 anos em Goiás

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre a morte de Maria Lyz Barros da Silva, de 2 anos, e indiciou uma babá de 41 anos por homicídio qualificado majorado. A criança morreu em 22 de maio, após dar entrada desacordada no Centro de Atendimento Integrado à Saúde, em Aparecida de Goiânia.

A investigada, que trabalhava como babá da menina, está presa preventivamente. Segundo a Polícia Civil, ela levou a criança à unidade de saúde e informou que Maria Lyz teria sofrido um acidente doméstico enquanto dormia. A versão apresentada era de que um espelho teria caído sobre a criança durante a madrugada.

De acordo com o inquérito, a hipótese de acidente não foi confirmada pelos elementos reunidos na investigação. A perícia realizada no imóvel apontou que o espelho estava íntegro e encostado na parede, sem sinais de queda. Uma reprodução simulada também concluiu que o relato apresentado pela investigada era incompatível com as condições verificadas no local e com a evolução das lesões identificadas.

A suspeita teria se apresentado inicialmente como tia da criança ao procurar atendimento médico. Profissionais de saúde acionaram a Guarda Civil Metropolitana depois de avaliarem a situação da menina e levantarem suspeita de maus-tratos.

A conselheira tutelar Élita Arantes relatou à TV Anhanguera que a equipe médica observou sinais anteriores no corpo da criança durante o atendimento.

“Um relato da médica foi que o fato de um hematoma estar roxo caracteriza que a lesão havia acontecido há dias”, afirmou Élita Arantes.

O laudo do exame cadavérico apontou que a morte ocorreu em razão de um trauma interno. Segundo a Polícia Civil, o documento também identificou lesões em diferentes estágios de evolução, o que reforçou a linha de investigação de que a criança teria sido vítima de agressões em mais de um momento.

Para os investigadores, a lesão que teria causado a morte foi produzida cerca de três dias antes do óbito, em 19 de maio. Conforme a apuração policial, nesse período a menina estaria sob os cuidados da babá. A Polícia Civil informou ainda que três laudos periciais independentes descartaram a versão de acidente doméstico.

Durante a investigação, o Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia ouviu 18 pessoas em 24 dias de apuração. Entre os ouvidos estão testemunhas, profissionais do CAIS, familiares da criança e a própria investigada.

A Polícia Civil também informou que vestígios de sangue foram encontrados em diferentes pontos da residência da babá. Segundo os investigadores, havia indícios de movimentação no local e possível tentativa de limpeza antes da realização dos exames periciais.

O pai da criança também está sendo investigado. A Polícia Civil não detalhou, até o momento, a natureza da apuração em relação a ele.

Laudos complementares ainda deverão ser encaminhados à Justiça, entre eles a extração de dados do celular da investigada e exame de DNA. Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça para abertura de ação penal.

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