5ª fuga em duas semanas aumenta pressão sobre o sistema prisional de Santa Catarina

5ª fuga em duas semanas aumenta pressão sobre o sistema prisional de Santa Catarina

Uma nova fuga registrada neste domingo (7) aumentou a preocupação com a segurança no sistema prisional de Santa Catarina. O caso ocorreu no Complexo Penitenciário de São Cristóvão, no Meio-Oeste, e é o quinto episódio do tipo em um intervalo de duas semanas no Estado. Segundo as informações apuradas, quatro fugas ocorreram no mesmo complexo prisional e uma foi registrada em Florianópolis.

A sequência de ocorrências expõe falhas operacionais que passaram a ser acompanhadas com maior atenção pelas autoridades. Entre os pontos citados estão problemas relacionados a trancas, procedimentos de segurança e controle interno das unidades. A situação ganhou ainda mais repercussão após o Estado ter informado, em uma ocorrência anterior, dados incorretos sobre a identidade de foragidos do sistema prisional.

Além das fugas, investigações também apuram a circulação de materiais ilícitos dentro de unidades prisionais. No Complexo Prisional de Itajaí, em Canhanduba, foram identificadas suspeitas sobre o uso de um aparelho celular que circulava entre detentos. O telefone, segundo a apuração, era chamado de “radinho” e teria sido utilizado de forma compartilhada por presos, mediante pagamento e em horários organizados.

Registros atribuídos ao aparelho indicam que internos usavam o celular para tratar de atividades ilegais dentro e fora do sistema prisional. As mensagens, conforme a investigação, apontam para articulações relacionadas ao tráfico de drogas, furto de caminhonetes e arrombamentos a imóveis de veraneio no litoral catarinense. O conteúdo reforça a suspeita de que grupos criminosos mantinham comunicação ativa a partir de dentro da unidade.

O caso está sob análise do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). De acordo com informações ligadas à investigação, equipes atuam em duas apurações consideradas detalhadas envolvendo a unidade prisional. Recentemente, operações foram realizadas no local com participação de forças de segurança.

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que o Complexo Prisional de Itajaí opera no modelo de cogestão. Nesse sistema, a administração é compartilhada entre o Estado e uma empresa terceirizada, responsável por parte dos serviços operacionais.

Em nota, a Sejuri afirmou que a atual direção da unidade “vem promovendo mudanças administrativas e reforçando as exigências contratuais”. A pasta também informou que foi determinada à empresa terceirizada a adoção dos mesmos protocolos de segurança previstos nas instruções normativas da Polícia Penal de Santa Catarina.

A secretaria declarou ainda que todas as unidades prisionais do Estado contam com protocolos de segurança, operações preventivas recorrentes, revistas periódicas, fiscalização contínua e apreensões de materiais ilícitos realizadas pelas equipes da Polícia Penal. A Sejuri também destacou que Santa Catarina utiliza scanner corporal em todas as unidades prisionais, tecnologia empregada para prevenir a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros objetos proibidos.

Segundo a pasta, há um trabalho permanente de inteligência e investigação para identificar rotas e formas de entrada de celulares e demais materiais ilícitos nas unidades. A secretaria informou que essas ações buscam reforçar o controle sobre organizações criminosas e apurar possíveis irregularidades praticadas por pessoas com acesso ao sistema prisional.

A Sejuri também citou uma operação conjunta com o Gaeco que resultou na prisão de uma advogada e de servidores vinculados à empresa terceirizada. Eles são investigados por suposta facilitação ilícita a internos da unidade. A secretaria afirmou que não compactua com desvios de conduta e que seguirá adotando medidas para fortalecer a segurança e a legalidade no sistema prisional catarinense.

LEIA MAIS: PCPR apreende mais de 227 quilos de maconha em ações com cães de faro no Paraná

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

Sugestões de pauta: Entre em contato via WhatsApp: (49) 3644 1724.

🚀 Aproveite e nos siga no Google Notícias: Clique aqui para seguir o Jornal da Fronteira

Rolar para cima
Copyright © Todos os direitos reservados.