Escavação revela bases de estátuas preservadas há mais de 2 mil anos em santuário de Apolo no Chipre

Escavação revela bases de estátuas preservadas há mais de 2 mil anos em santuário de Apolo no Chipre

Uma nova descoberta arqueológica no Chipre voltou a chamar atenção da comunidade científica internacional. Pesquisadores encontraram mais de 20 bases de estátuas preservadas no antigo Santuário de Apolo, um dos sítios históricos mais importantes da ilha mediterrânea.

As estruturas estavam enterradas sob camadas de aterro colocadas ainda no século XIX, quando o local passou pelas primeiras escavações arqueológicas modernas. Agora, com técnicas mais avançadas de investigação, especialistas conseguiram localizar peças que permaneceram escondidas por mais de dois mil anos.

O achado pode fornecer informações valiosas sobre práticas religiosas, organização arquitetônica e transformações ocorridas no santuário durante a antiguidade clássica.

Bases de estátuas estavam em posições originais

Segundo os arqueólogos envolvidos no projeto, muitas das bases encontradas permaneciam exatamente nas posições em que foram colocadas na antiguidade. Isso chamou atenção dos pesquisadores porque descobertas arqueológicas desse tipo costumam aparecer deslocadas ou danificadas após séculos de erosão e intervenções humanas.

As estruturas foram identificadas no interior do Santuário de Apolo, localizado na região central do Chipre. O local foi descoberto oficialmente em 1885 e já havia revelado diversas peças ligadas ao culto religioso da época.

Desta vez, os pesquisadores localizaram as bases agrupadas próximas umas das outras, indicando que a disposição original do espaço sagrado ainda pode ser parcialmente reconstruída.

Escavação revela bases de estátuas preservadas há mais de 2 mil anos em santuário de Apolo no Chipre
Foto: Vice-Ministério da Cultura e Departamento de Antiguidades do Chipre

Fragmentos de esculturas ainda permaneciam presos às bases

Durante as escavações, arqueólogos encontraram também fragmentos de pés feitos em calcário e terracota ainda conectados a algumas das bases.

Os vestígios indicam que o santuário provavelmente abrigava diversas estátuas votivas oferecidas como homenagem ao deus Apolo, figura central da mitologia grega associada à luz, música, medicina e profecia.

Especialistas acreditam que as esculturas poderiam representar devotos, sacerdotes ou figuras simbólicas ligadas às cerimônias religiosas realizadas no templo.

Outro ponto considerado importante pelos pesquisadores envolve a cronologia do local. As análises mostram que as bases foram cobertas por uma camada de nivelamento por volta de 480 a.C.

Isso sugere que o santuário passou por uma grande remodelação arquitetônica durante aquele período, alterando a organização interna do espaço religioso.

Os arqueólogos Matthias Recke, da Universidade de Frankfurt, e Philipp Kobusch, da Universidade de Rostock, afirmaram que os estudos continuarão para compreender como ocorreu essa transformação estrutural no templo.

O Santuário de Apolo está entre os principais patrimônios arqueológicos do Chipre e recebe atenção constante de pesquisadores europeus.

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