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Ex-agente da CIA é preso após autoridades encontrarem 300 barras de ouro e US$ 2 milhões em casa

Um ex-funcionário da CIA foi preso nos Estados Unidos após autoridades federais encontrarem 303 barras de ouro, cerca de US$ 2 milhões em dinheiro em espécie e quase 30 relógios Rolex em sua residência, localizada no estado da Virgínia.

David Rush é acusado de desvio de recursos públicos e fraude relacionada a benefícios militares. Segundo documentos judiciais obtidos pela emissora NBC, o ex-agente alegava que as barras de ouro eram utilizadas para “despesas relacionadas ao trabalho”.

De acordo com as investigações, Rush também teria apresentado informações falsas sobre seu histórico militar para obter vantagens financeiras dentro do governo americano.

Conforme informações divulgadas pelo jornal New York Post, David Rush serviu na Marinha dos Estados Unidos entre 1997 e 2015, mas deixou as Forças Armadas naquele ano e não voltou a exercer atividades em outro ramo militar.

Apesar disso, segundo a investigação, ele afirmava ocupar o cargo de capitão da ativa para receber aproximadamente US$ 77 mil em benefícios de licença militar aos quais não teria direito. Ao mesmo tempo, mantinha salário como executivo.

A CIA informou, em nota oficial, que abriu uma investigação interna após identificar possíveis irregularidades envolvendo o ex-funcionário.

Segundo a agência, “depois que a investigação interna da CIA encontrou indícios de irregularidades, o diretor da agência, John Ratcliffe, encaminhou o caso ao FBI para investigação criminal”.

O FBI informou que atua em conjunto com a CIA e o Departamento de Justiça para esclarecer os fatos relacionados ao caso.

Em nota, o FBI declarou: “Estamos comprometidos em esclarecer os fatos, garantir a responsabilização e buscar justiça de acordo com a lei”.

David Rush permanece sob custódia policial enquanto o caso segue sob investigação das autoridades federais americanas.

A investigação também gerou questionamentos sobre os sistemas de verificação de segurança utilizados pelo governo dos Estados Unidos para monitorar agentes de inteligência e prevenir casos de fraude, corrupção e possíveis riscos à segurança nacional.

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